27
jul

férias

É difícil pensar em outra coisa que não seja o mês de férias que vem adiante, quatro dias antes de ele chegar. Tudo por aqui são os preparativos para as férias e finalmente consegui montar um roteiro decente. Prometo contar tintim por tintim aqui o que for acontecendo, as coisas que for vendo, os shows que forem passando pela minha frente.

Vai ser mais ou menos assim, ó:

03/08 - Chicago
04/08 - Chicago
05/08 - Chicago (SHOW: THE NEW PORNOGRAPHERS)
06/08 - Chicago (LOLLAPALOOZA 2010)
07/08 - Chicago (LOLLAPALOOZA 2010)
08/08 - Chicago (LOLLAPALOOZA 2010)
09/08 - Chicago
10/08 - Chicago
11/08 - Atlanta (SHOW: TOM PETTY & THE HEARTBREAKERS / CROSBY STILLS & NASH)
12/08 - New York
13/08 - New York (TEATRO: ROCK OF AGES)
14/08 - New York
15/08 - New York
16/08 - New York (FUTEBOL AMERICANO: NEW YORK GIANTS X NEW YORK JETS)
17/08 - New York
18/08 - Red Wing
19/08 - Red Wing
20/08 - Red Wing
21/08 - Red Wing
22/08 - Red Wing/New York
23/08 - New York
24/08 - New York (SHOW: SCISSOR SISTERS)
25/08 - New York
26/08 - New York
27/08 - New York (SHOW: BLONDIE)
28/08 - New York
29/08 - New York
30/08 - New York
31/08 - New York
01/09 - New York
02/09 - New York

Ainda tô na dúvida de um outro show do Brandon Flowers solo e mais uns outros programas aí que vou bookando pelo caminho. Mas nem estou querendo muita coisa mais. Afinal, um pouco de descanso batendo perna também faz bem à alma. E a equação diz:

Viagens > shows

21
jul

rush

Ando numa vibe Rush. Não somente por culpa da convivência com Terence Machado, o maior fã de Neil Peart em terras mineiras (alguém aí tem coragem de contestar?) mas por conta do excepcional documentário “Beyond the Lighted Stage”, que foi exibido em cinemas por todo o mundo e acaba de sair em DVD/Blu-Ray.

Se não por nada mais, o filme serve para corrigir um erro histórico. Por culpa, em grande parte, da imprensa especializada, que na década de 1970 renegou o Rush e tudo que ele representava (longas músicas, ecos progressivos, solos, instrumentistas fodões, etc) e se ligou no mundo dos três acordes, a banda foi provavelmente a mais achincalhada da história do rock. Era piada durante muito tempo gostar de Rush. Até hoje muita gente torce o nariz pra banda e até ri quando você fala que gosta.

Mas assistindo ao documentário, fica a pergunta: porque não pode gostar de Rush? Aliás, onde estava escrito que gostar de punk rock deveria ser necessariamente o contrário de gostar de Rush? Chegou a hora de deixar isso tudo de lado e assistir ao documentário. Para, na sequência, pegar os clássicos da banda (pode começar pelo “Moving Pictures”. Eu deixo. Mas emenda com o “Hemispheres” e o “2112″).

E depois pega o DVD “Rush in Rio”. O maior show da história da banda, gravado no Maracanã. Não tem como não ficar impressionado com a multidão entoando “YYZ”. Detalhe: a música é instrumental.

Ah sim, e estarei no dia 8 de outubro no Morumbi para vê-los ao vivo.

21
jul

quanto vale o show?

Texto que publiquei no Oi Novo Som. É a estréia de uma coluna, que pretende ser quinzenal. Tem o singelo nome de Indepedência a Fórceps.

Quanto vale o show?

A cena é bastante comum. Quatro garotos se juntam com a proposta de montar uma banda. Depois de alguns ensaios, percebem que já estão no ponto de mostrar seu trabalho. Começam a ligar para as casas de show da cidade em busca de um palco. Encontram os palcos. Felizes, negociam seus cachês. Qual não é a surpresa quando eles descobrem que a casa não paga cachês e eles terão que tocar de graça! Depois de alguns meses tocando de graça ou sujeitos a couvert artísticos, porcentagens ínfimas de bilheterias e demais gorjetas/esmolas, olham para si mesmos e decidem parar com a banda porque nunca vão conseguir viver de música.

É comum? É. Mas não deveria ser. Só que não pelo motivo que você deve estar imaginando. Toda banda iniciante passa por estes perrengues de tocar de graça ou por trocados. E é assim que tem que ser mesmo! A não ser que você seja uma superbanda e seus companheiros já sejam conhecidos na cena, não tem outro jeito de construir seu público senão tocando, tocando, tocando e tocando. Você tem que estar disposto a qualquer coisa, meu amigo. Lugares e horários ridículos, públicos que às vezes não são os seus, barcas furadas, tudo!

O que você não pode fazer é desistir assim fácil! Pode acreditar: o Skank, o Capital Inicial, o Oasis, o Led Zeppelin, o U2 e até os Rolling Stones já entraram em barcas furadas. Hoje se divertem contando estas anedotas, mas lá atrás era tão difícil para eles como é para você hoje. Acontece que eles sempre confiaram em seus tacos e não desistiram no primeiro revés.

O mercado sempre foi assim, por incrível que pareça. Não é privilégio da era em que vivemos, onde tudo é mais difícil e o dinheiro já não circula com tanta facilidade. Se um dia existiu uma guitarra sendo plugada, pode ter certeza que existiu gente sendo mal paga ou se apresentando pelo puro prazer de se apresentar. E sempre existiu gente disposta a fazer isto, vislumbrando um futuro melhor.

Agora, se depois de alguns anos tocando não tiver nenhuma groupiezinha atrás de você, desista meu irmão! Você não serve pra este mundo!

18
jul

beck - guess i’m doing fine

There’s a blue bird at my window
I can’t hear the songs he sings
All the jewels in heaven
They don’t look the same to me

I just wade the tides that turned
Till I learn to leave the past behind

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing
Guess I’m doing fine

All the battlements are empty
And the moon is laying low
Yellow roses in the graveyard
Have no time to watch them grow

Now I bade a friend farewell
I can do whatever pleases me

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing
Guess I’m doing fine

Press my face up to the window
To see how warm it is inside
See the things that I’ve been missing
Missing all this time

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing

17
jul

musica do momento

Last Goodbye
Jeff Buckley

This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die
But it’s over
Just hear this and then I’ll go:
you gave me more to live for,
more than you’ll ever know.

This is our last embrace,
must I dream and always see your face
Why can’t we overcome this wall
Baby, maybe it is just because I didn’t know you at all.

Kiss me, please, kiss me
But kiss me out of desire, babe, and not consolation
You know,
it makes me so angry ’cause I know that in time
I’ll only make you cry, this is our last goodbye

Did you say “no, this can’t happen to me,”
and did you rush to your phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
“Maybe…you didn’t know him at all.”

Well, the bells out in the church tower chime
Burning clues into this heart of mine
Thinking so hard on her soft eyes and the memory
Of her sighs that, “It’s over…it’s over…”

17
jul

esquema novo

Coluna que fiz para o Estado de Minas esta semana, para ajudar todo mundo a escolher o que ver no segundo semestre.

O SEGUNDO SEMESTRE

Chegou a hora de quebrar os cofrinhos. Para quem espera ansiosamente pela visita de artistas internacionais ao país, o segundo semestre do ano é sempre recheado de boas opções. 2010 não será diferente. Muito pelo contrário, a temporada promete ser das melhores dos últimos anos. Difícil será escolher o que ver, tantas são as opções. Por isso mesmo, chegou a hora de ESQUEMA NOVO te ajudar a escolher, através de uma espécie de sobe-e-desce do pop mundial.

EM ALTA

Kings of Leon - Deixaram uma impressão ruim quando de sua primeira passagem pelo país, há cinco anos. Mas de lá pra cá foi ladeira acima. É uma das principais bandas de rock do mundo, headliner de festivais como Reading, Glastonbury e Bonnaroo. Tocam dia 10/10 no festival SWU, em Itu (SP).

Pixies - Para quem não viu quando estiveram por aqui em 2004, mais uma chance. Para quem já viu, um motivo a mais para repetir a dose: devem fazer em solo brasileiro o show em que tocam na íntegra seu melhor disco, Doolittle. Dia 11/10 no festival SWU.

Rush - Depois de décadas sendo maltratado pela crítica, o trio canadense parece ter superado até mesmo isso e fará a alegria de quem gosta de rock bem tocado. E bota bem tocado nisso! Se apresentam dia 08/10 em São Paulo e dia 10/10 no Rio.

Phoenix - Alegria das pistas de dança que misturam rock e eletrônica, já estiveram no país antes do sucesso alcançado com seu último álbum, Wolfgang Amadeus Phoenix. Voltam para colher os frutos plantados. Dia 20 de novembro, no festival Planeta Terra, em São Paulo.

Regina Spektor - Dona de uma voz única, vem ao Brasil pela primeira vez para mostrar porque os Strokes se apaixonaram por ela no início da década. Dia 10/10 no SWU.

NA MESMA

Air - Lançaram um ótimo disco (Love 2) em 2009 mas seus shows não costumam ser animados. Podem decepcionar, principalmente se as apresentações acontecerem em ginásios ou locais mais abertos. Dias 14, 15 e 16 de outubro, no Rio, BH e em São Paulo, respectivamente.

Echo & the Bunnymen - Também vem de um bom disco, The Fountain, e os clássicos garantem um bom show. Dia 11/10, em São Paulo e dia 12 em BH.

Green Day - Não conseguiram repetir o sucesso de American Idiot no último disco (21st Century Breakdown) mas também se apoiam nos bons hits que acumularam. Dia 13/10 em Porto Alegre, 15 no Rio, 17 em Brasília e 20 em São Paulo.

EM BAIXA

Dave Matthews Band - Típica banda que só tem fãs nos Estados Unidos. Já estiveram no Brasil, em 2001, mas não deixaram saudade. Não devem provocar comoção também desta vez. Dia 11/10, no SWU.

Scorpions - Já deu o que tinha que dar. Dias 18 e 19/10 em SP, 21 em Curitiba, 22 em Brasília e 24 em Sao Luís.

Linkin Park - São amados pela turma que curte um new metal e devem atrair multidões, mas sua era já passou. Dia 11/10, no SWU.

Creedence Clearwater Revisited - É brincadeira, certo? Dia 19/11 em Fortaleza e 20 em São Paulo.

Além disso, ainda tem Jonas Brothers, Demi Lovato, Passion Pit, Alejandro Sanz, Twisted Sister, Cranberries, as ex-RBD Anahí e Maite Perroni, Lionel Richie, Mariah Carey, Peter Frampton, Lauryn Hill, 50 Cent, Ne-Yo e Yanni. E se isso tudo ainda não agradou, que tal mais 4 nomes que estão perto de acertar shows por aqui até o fim do ano? Bon Jovi, Pavement, Pearl Jam e…..Paul McCartney. Olhou para seu cofrinho, agora?

17
jul

alto-falante da semana

10
jul

e a copa foi embora

Para muitos, a pior Copa da história. Mas não é bem assim.
Se você for ouvir os mais velhos, aqueles que se lembram da Copa de 70, do futebol-arte, do futebol-moleque praticado por aquele escrete espetaciular, todos dirão que o futebol acabou, que a Copa da África foi um horror.
Mas eu e você sabemos que não é bem assim. O futebol mudou e, por mais que os mais velhos (e aí eu incluo não somente os torcedores, mas os jornalistas e comentaristas) não queiram aceitar, temos sim excepcionais jogadores e times nos dias de hoje.
Mal comparando, estes que só vêem alegria e beleza no futebol de outrora são aqueles mesmos que dizem que rock and roll só existiu na década de 1960 e 1970. Led Zeppelin, Stones e The Doors é que eram bons. Tudo que foi feito de bom na música acabou quando os anos 80 enterraram as guitarras e os sintetizadores tomaram conta. Ok, o senso comum é este, mas eu e você sabemos que não é bem assim.
Quando ficamos velhos, o saudosismo toma conta. Nos lembramos de nossa juventude com nostalgia e tudo o que aconteceu no esporte, na música, nas artes em geral, acaba sendo bem melhor do que o que vemos hoje.
Não preciso ir muito longe. Por vezes me peguei pensando que tudo que é feito hoje é ruim para no momento seguinte perceber que existem coisas maravilhosas sendo gravadas e jogadas incríveis saindo dos gramados nesta mesma Copa do Mundo. Ainda que muitas não tenham resultado em gol. Mas nem todo mundo pode ser Beatles e fazer hits o tempo todo, certo?
Portanto, vou assistir à decisão do terceiro lugar hoje e à final amanhã com a sensação de dever cumprido e tendo certeza que vou presenciar mais dois momentos históricos da antologia esportiva. Assim como tenho certeza que os shows de Tom Petty e Crosby Stills & Nash, em agosto, serão tão divertidos como o da Lady Gaga ou do New Pornographers. Na arte e no esporte, o velho e o novo podem conviver pacificamente.

04
jul

musa do dia - larissa riquelme

Não poderia ser outra.
Larissa Riquelme, a deliciosa torcedora paraguaia que disse que tiraria a roupa caso sua Seleção chegasse às semifinais.
O Paraguai não chegou, mas Larissa disse que vai tirar a roupa assim mesmo, em homenagem ao time, que mostrou ser valente. Muito bem, Larissa!
Enquanto ela não mostra tudo, vamos ficar com uma pequena parte. Ou uma grande parte, se preferirem.

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02
jul

futebol, copa do mundo e a seleção brasileira

Adoro a frase atribuída ao Arrigo Sacchi: “o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes”. E é isso mesmo. Ainda mais em época de Copa do Mundo, quando largamos tudo para torcermos para o Brasil.

E aí vestimos nossas camisetas verde-e-amarelas, empunhamos nossas bandeiras e torcemos. Não importa quem esteja lá nas quatro linhas. Para a grande maioria da população de torcedores de Copa, o que importa é o Brasil vencer, fazer gols e “trazer o caneco”. Uma parcela menor fica se preocupando com coisas menores, do tipo “qual jogador faltou na convocação” ou “qual o esquema tático adotado pela Seleção”.

Como eu pertenço ao segundo grupo e já disse isso aqui, vou logo decretando: esta foi a Copa em que eu menos torci para o Brasil. Não que eu não tenha torcido, mas não foi aquela torciiiiiiida. Sabem porque? Porque eu momento algum eu confiei neste time.

Craques como Kaká e Luis Fabiano chegaram à Copa baleados. A convocação do Dunga (que eu nunca gostei como técnico, mas vá lá, os resultados foram me convencendo) acabou deixando de lado, no final das contas, um detalhe fundamental: o imponderável. O jogador que vai decidir, acima de qualquer coisa.

Sim, todo mundo vai dizer que esse jogador estava lá. Era o kaká. Ou o Robinho. Mas o retrospecto diz que não. Este jogador, capaz de fazer algo imprevisível, não foi pra Copa. Não tínhamos o Romário de 1994 nem o Ronaldo de 2002. Apenas um monte de jogadores bons/ótimos, que formaram um bom time, mas não conseguiram passar disto. Tudo muito previsível como as jogadas brasileiras.

Não se pode dizer que o Brasil fez um papelão na Copa. 2006 foi bem pior. Mas faltou o algo mais. E, na falta deste jogador, eu me vi torcendo bem menos para a Seleção Brasileira do que em outros anos. O resultado foi a eliminação. O Brasil perdeu para seus nervos, que não souberam levar adiante um jogo que estava ganho no primeiro tempo. Uma pena.

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01
jul

galo

um pausa na Copa do Mundo para mostrar o que foi a chegada de Diego Souza a Belo Horizonte hoje para assinar seu contrato no Galo:

30
jun

amanda

Tá cada dia melhor.

26
jun

swu

Já fui a vários festivais gringos. Todos eles se baseiam em alguns vértices: férias + boa música + acampamento. Existem outros fatores responsáveis, claro, por fazerem eventos como Glastonbury, Bonnaroo, Coachella, Eurockeennes ou Benicassim funcionarem, mas junte no mesmo festival um punhado de artistas interessantes e populares com as férias escolares dos europeus ou americanos (o famogerado verão do hemisfério norte) e a pré-disposição desta galera em passar alguns dias acampados faz o sucesso de qualquer evento destes.

Sempre achei que a experiência deveria ser repetida aqui no Brasil. A turma da eletrônica já faz isso há um bom tempo (Universo Paralelo, na Bahia, entre outros) e agora, ao que parece, chegou a vez da turma do pop rock a adjacências. O tal festival SWU se baseia em pelo menos dois destes vértices, porque acontecerá em outubro, quando as escolas ainda estarão funcionando a todo vapor. A programação musical será de alto nivel, podem acreditar. Pixies, Yo La Tengo, Kings of Leon, Smashing Pumpkins, Linkin Park e tantos outros vão se misturar a algumas dezenas de atrações brasileiras e à proposta de ser um evento environmentaly friendly ou qualquer coisa parecida.

Só espero que a estrutura montada para o evento, em Itu, seja compatível com o evento. E que ele seja o primeiro de muitos. Tá até dando vontade de ir para ver.

26
jun

o segredo do sucesso

Minha coluna no Estado de Minas da última sexta, ainda pegando o gancho do show do Skank para refletir sobre a situação do pop brasileiro:

O SEGREDO DO SUCESSO

Sábado, 19 de junho de 2010. Para o mundo esportivo, tal data ficará conhecida como “o último dia em que o Estádio do Mineirão, como o conhecemos desde a década de 1960, entrou para a história”. Para Belo Horizonte, Minas Gerais e o mundo pop em geral, o dia em questão ficará também conhecido como o dia em que o Skank colocou 50 mil pessoas para assistir a seu show. E para quem acha que isto é pouco ou algo corriqueiro, vou logo decretando: 19 de junho pode tranquilamente ser conhecido a partir de agora, em Belo Horizonte, como “Skank Day”.

Para quem esteve fora de órbita durante as últimas semanas ou prestando atenção apenas na Copa do Mundo, o Skank gravou nesta data e neste estádio seu novo combo CD/DVD ao vivo. Dez anos depois do histórico show de Ouro Preto, a banda celebra seus últimos dez anos de vida com mais um trabalho deste porte. Com repertório escolhido pelos fãs através do site da banda, o show acabou se transformando em um greatest hits, apesar de a expressão soar um pouco estranha, em se tratando de Skank. Porque eles não tem uns hits maiores do que os outros. Tem hits. E muitos. Numa era em que as bandas se preocupam primordialmente com a sobrevivência no mercado pop, o Skank ainda reina absoluto nesta seara e não dá sinais de que a fonte pode secar.

Mas qual o segredo do sucesso da banda? E a pergunta que vem na sequência desta é também a mais preocupante: por que não existem outras bandas como ela no nosso cenário pop? Onde está o pop brasileiro? Recentemente fui conclamado a incluir em um projeto músicas pop de artistas brasileiros atuais. Puxei pela memória, olhei os dials das FMs, pesquisei relatórios de execução e cheguei à triste conclusão que, com exceção de três ou quatro nomes, o pop brasileiro foi deslocado para a seara do axé e do sertanejo. Os grandes artistas pop brasileiros nos dias de hoje são Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Victor & Leo e outros da mesma seara. O pop hoje é popularesco e mira as classes mais baixas da pirâmide econômica, ainda que as classes mais abastadas também o consumam.

Não há problema algum nisto. Até porque pop, no sentido mais comercial do termo, é o que o povo consome, mas fica um certo desapontamento quando percebemos que já tivemos Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e tantos outros despejando hits e mais hits no mercado, enquanto hoje isto é cada vez mais escasso. É brega gostar do pop? É pop gostar do brega? Sim e sim. O público hoje tem uma pré-disposição a não gostar de algo verdadeiramente pop. Vide a rejeição que uma artista como Lady Gaga tem nos meios que se dizem entendedores de música. Por outro lado, cada vez mais existe uma afeição por artistas anteriormente restritos ao mundo popularesco. Não é em vão que exatamente os três artistas citados (Ivete, Claudia e Victor & Leo) tem procurado se afastar da estética dos estilos que os consagraram, se aproximando de uma outra mais abrangente. E internacional. Não custa lembrar que Ivete vai gravar um DVD no Madison Square Garden, em New York. Nada pode ser mais pop do que isto.
Me incomoda bastante ver os artistas reclamando de execução em radios e na grande mídia, quando o problema parece estar do outro lado. Se quer tocar em radio, que tal observar o que as radios estão tocando e se adequar a elas? Não estou pedindo para que você se venda e mude seu som em função do radiofônico, mas não tenha ilusão que sua banda punk, metal ou experimental vai ter 1500 execuções diárias. Enquanto isso, o Skank vai reinando absoluto porque é das poucas bandas que ainda sabe aliar competência e apelo comercial. Fim do mistério. Aí está o segredo do sucesso.

24
jun

meus dois dedinhos de prosa sobre o Dunga

Vou direto ao assunto: nunca gostei do cara, nunca achei que ele fosse o técnico perfeito para a Seleção.
Mas pouco a pouco ele foi me convencendo. Em função, claro, dos resultados que ele alcançou. Ganhou praticamemte tudo que disputou e já estava sendo considerado um Bernardinho do futebol.
Só que, apesar de o Bernardinho também ser um destemperado em quadra, ele tem respeito pela imprensa, por seus jogadores e, quando contestado, sabe tirar de letra as críticas.
O Dunga não. Ele não aceita as críticas e quer fazer tudo à sua maneira.
E assim manda e desmanda na Seleção. Se ele fez bem em cortar os privilégios da Globo é outro assunto, mas vir à público numa entrevista coletiva de uma partida de Copa do Mundo e xingar um jornalista da Globo (que estava ali apenas fazendo seu trabalho, ao que parece) é feio, bobo e chato. Adjetivos bem infantis para uma atitude infantil de um adulto.

Sobre a questão da Globo, eu devo pensar diferente de todos. Acho que a Globo está no direito dela de tentar exclusivas, como ela sempre fez. Se ela armou isso com o presidente da CBF, é porque ela conquistou esta posição ao longo do tempo, de uma forma ou de outra. Se o técnico não autorizou, não é problema dela. O técnico da Seleção está contrariando uma ordem do Presidente da CBF, seu patrão. Ninguém achou isso grave? Provavelmente não, porque a ferrada na Globo é mais importante do que qualquer relação de hierarquia na empresa CBF.

E Dia Sem Globo? Tô fora, porque eu gosto da programação da emissora e vou assistir a Brasil X Portugal por ela (#copaécomgalvão). Aliás, essa história da vilania da Globo é um papo tão antigo quanto chamar comunista de comedor de criancinha.

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24
jun

alto-falante sobre futebol

Você sabe que o Alto-falante está sempre falando sobre futebol, não sabe?
Se não no programa de tv, pelo menos no de rádio estamos sempre dando nossos pitacos. E já que estamos em clima de Copa do Mundo, decidimos dedicar um programa inteiro ao assunto. mas, claro, com muita música intercalando os comentários.
O resultado está aqui:

21
jun

Daisy Lowe + David Sitek

Dá nisso:

Esquire woman we love - Daisy Lowe from esquireuk on Vimeo.

20
jun

skank no mineirão

Matéria que fiz sobre o show para o UOL:

SKANK FAZ SHOW DE TRÊS HORAS NO ESTÁDIO DO MINEIRÃO, EM BELO HORIZONTE PARA GRAVAÇÃO DE SEU CD/DVD AO VIVO

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Nunca a relação entre o Skank e o futebol foi tão íntima. Na noite de 19 de agosto, véspera do segundo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2010, todos os anos em que a banda vestiu camisetas de clubes no palco, participou de torneios organizados por emissoras de televisão e se tornou referência para quem gosta das duas artes - música e futebol - fizeram sentido. Ao subir no palco armado no estádio do Mineirão para o show que marcaria a gravação de seu CD/DVD “Multishow ao Vivo - Skank no Mineirão”, Samuel Rosa (voz e guitarra), Henrique Portugal (teclados), Haroldo Ferretti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo) devem ter sentido que a execução de “Uma Partida de Futebol” naquela noite seria especial e emocionante. “Nada em nossa carreira é comparável ao que está acontecendo aqui nesta noite”, diria Samuel mais tarde, para definir o momento.

O show começou 10 minutos antes do horário previsto e foi aberto com “Mil Acasos”, um dos muitos hits acumulados pelo Skank nos últimos anos e um dos prediletos da legião de fãs que participou ativamente da escolha do repertório da noite. Mais de 400 mil votos foram computados no site oficial da banda e o resultado final não poderia ser diferente: um grande “greatest hits”, que passeou por todas as fases, com direito a alguns “lados b” favoritos dos fãs, como a segunda música do show, “Um Mais Um”.

E aí, logo na terceira música do show, o ápice da relação Skank/futebol. Entoada pelas 45 mil pessoas que compareceram ao Mineirão, “É Uma Partida de Futebol” soou única. Samuel Rosa conclamou o público (ou a torcida) presente a mandar boas vibrações para a Seleção Brasileira e foi prontamente atendido com um côro de “Ahá Uhu, o Mineirão é nosso!”, bastante comum nos jogos de futebol que ali aconteceram. Vale lembrar que o show foi o último evento do Mineirão antes de ser fechado para a reforma visando a Copa do Mundo de 2014.

Duas canções inéditas foram apresentadas pela banda. “Presença”, um pop acelerado, de autoria de Samuel Rosa e Nando Reis; e “De Repente”, de Samuel e Chico Amaral, cuja levada lembra a fase inicial da banda, com uma sonoridade mais puxada para o dancehall e o reggae. Uma exaltação a Belo Horizonte (”Vocês são mais do que público, são cúmplices da nossa história”) precedeu a bela “Amores Imperfeitos” e, na sequência, a única participação especial do show: Negra Li reprisou no palco do Mineirão a bem sucedida parceria em “Ainda Gosto Dela”, do álbum “Estandarte”. O duelo de vozes entre ela e Samuel resultou em um dos momentos mais emocionantes da noite.

Em “Três Lados”, Samuel pediu para o público reprisar o movimento de hélice com as camisetas nas mãos, criado espontâneamente durante a gravação do primeiro CD ao vivo da banda, em Ouro Preto (MG), no ano de 2001. O efeito visual disto, visto de qualquer ponto do estádio, foi o ponto alto da noite. A primeira parte do show terminaria com a sequência “Vou Deixar” / “Garota Nacional” / “Sutilmente” / “Vamos Fugir” / “Saideira”.

No intervalo, cenas do primeiro jogo da Seleção Brasileira no Copa da África do Sul, contra a Coréia do Norte, mostradas nos telões, animaram a multidão. Os gols de Maicon e Elano serviram para que o público não esfriasse e saudasse a banda, que voltou ao palco para tocar um de seus maiores hits, “Resposta”. Além das reprises de “Presença”, “De Repente”, “Uma Canção é Pra Isso” e “Vamos Fugir”, a segunda parte do show reservaria algumas surpresas no repertório, como as canções “Ali”, “o Beijo e a Reza” e “A Cerca”, que não costumam estar nos setlists da banda. Ao final das quase três horas de show, público e banda se despediram do Estádio do Mineirão com a certeza de terem presenciado um réquiem mais do que digno para o local. Uma noite que vai ficar na memória dos fãs do Skank e do bom futebol, que definitivamente continuarão a caminhar juntos.

SETLIST

1. Mil Acasos
2. Um Mais Um
3. É Uma Partida de Futebol
4. Esmola
5. Pacato Cidadão
6. Uma Canção é Pra Isso
7. É Proibido Fumar
8. Presença (inédita)
9. Amores Imperfeitos
10. Ainda Gosto Dela (participação: Negra Li)
11. Noites de Um Verão Qualquer
12. Jackie Tequila
13. Balada do Amor Inabalável
14. Acima do Sol
15. De Repente (inédita)
16. Três Lados
17. Vou Deixar
18. Garota Nacional
19. Sutilmente
20. Vamos Fugir
21. Saideira

INTERVALO

22. Resposta
23. Dois Rios
24. Te Ver
25. Tanto
26. De Repente (reprise)
27. A Cerca
28. Uma Canção é Pra Isso (reprise)
29. Presença (reprise)
30. Canção Noturna
31. O Beijo e a Reza
32. Ali
33. Vamos Fugir (reprise)
34. Tão Seu

18
jun

they say it’s your birthday

Só há uma maneira de comemorar o aniversário de Paul McCartney hoje:

18
jun

prince demos

Essa eu vi no twitter do Ed Motta e é mesmo sensacional. As demos que o Prince apresentou pra gravadora, ainda em 1977. Incríveis!





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