01
set

o brooklyn e a old new york

Há muito se fala que o Brooklyn é a região mais quente de New York nos dias de hoje. E quando digo “quente” não me refiro à temperatura (que vai muito bem, obrigado. hoje fez uns 35 graus na sombra), mas ao que tem saído de lá. Senão vejamos. MGMT, Yeasayer, Dirty Projectors, Battles, TV On the Radio, Vampire Weekend. Does it ring a bell? Pois é. Alguns dos nomes mais interessantes do rock/pop/eletrônica de cinco anos pra cá nasceram no Brooklyn, principalmente na região de Williamsburg. Se em décadas anteriores, o Village ou a região do Bowery ou SoHo foram as fontes, agora a parada está toda no Brooklyn.

Nada mais natural do que ir conhecer o local. Baixei em Williamsburg no último domingo para a última edição da Jelly Pool Parties em 2010. Pelo que eu entendi, é um evento que começou pequeno e foi crescendo graças ao hype. Agora, junta mais ou menos 5 mil pessoas aos domingos, no tal Williamsburg Waterfront, durante o verão. Uma espécie de parque à beira do East River, com uma vista privilegiada da New York skyline ao fundo. E aí a galera se junta pra beber, dançar, tomar sol e ouvir algumas boas novidades locais. Como a banda Delorean, que foi a atração principal deste último domingo de Jelly Pool Parties. E pelo nivel de quem passou pela JPP em 2010 dá pra entender um pouco o que acontece no Brooklyn por estes dias: Chromeo, Cut Copy, !!!, Deerhoof, Xiu Xiu e por aí vai. Gente indie como o próprio Brooklyn, que continuará lançando tendências e revelando bons nomes para o mundo pop nos próximos anos, pode ter certeza. Sem falar nas mulheres lindas. Sim, mulheres lindas! Ou você acha que só no Brasil que tem isso?

and now for something completely different….

E aí, dois dias depois, fui conferir a old New York. Ou, a geração que começou tudo. Ou a geração punk. Ou, o Blondie. Se apresentou no Nokia Times Square, que nada mais é do que um cinema espetacular, onde um dia assisti a Titanic em 70mm, transformado em casa de shows.

Público eclético: turistas perdidos, punks da velha guarda (vi vários Joey Ramone impersonators) e órfãos do punk rock da década de 70. E lá em cima ela. A grande musa de toda esta geração. Devo confessar que ver uma figura como Debbie Harry a poucos metros de distância cantando como nunca e mostrando que a idade chegou apenas nas rugas do rosto e no corpo que não é o mesmo de quanto ela tinha 20 anos, me emocionou. Meu velho coração rock and roll não aguenta este tipo de coisa. E quando, logo na segunda música, ela emenda “Hangin’ on the Telephone” (video amanhã, aqui mesmo neste espaço) tudo faz sentido. Não que o show tenha sido um primor. Por culpa deste público eclético, foi frio em vários pontos, inclusive no encerramento com “Heart of Glass”. Mas ouvir todos os clássicos do Blondie e ainda as covers de “Pet Sematary” (Ramones) e “See No Evil” (Television) em plena New York, tem todo um outro significado para quem vive, respira e fala de música o tempo todo.

27
ago

scissor sisters

E aí, de volta a New York, em meio a muitas compras (a tentação comendo solta) fui ver o Scissor Sisters no Terminal 5.

Primeiro uma pausa para o lugar. Trata-se de um armazém ou galpão transformado em casa de shows, com sei lá quantos andares, um bar no terraço, muitas mesas nos andares superiores. Foda, foda, foda, foda. Pensem num Music Hall (em BH) mais compacto e com mais andares de mesas. That’s Terminal 5. Fica numa região de New York onde nem o metrô chega. Tive que descer numa estação e caminhar mais uns 20 minutos até lá.

Aí o show. Vou desconsiderar a abertura porque não valeu. Um carinha que eu nem ao menos me lembro o nome fazendo a terceira apresentação de sua vida “porque o Jake Shears achou que eu sou legal”. Menos, Jake Shears, menos.

Se você não gosta de jogação, de clubes, de dançar, do mundo gay (o público era 90% gay), deste tipo de coisa, nem pense em ir ao show do SS. Porque o show é apenas isso. Mas se você gosta, é provavelmente o melhor show deste tipo que você pode ir. Divertido, performático (Jake Shears e Ana Mantronic são um show à parte) e com hits. Bem, com muitos hits! “I Don’t Feel Like Dancing”, “Laura”, “Take Your Mama” e por aí vai. Conhecem a expressão “botaram a casa abaixo”? Foi mais ou menos o que rolou.

Pena que fui no dia errado. Não que o show tenha sido ruim, mas na segunda data (na quarta) Katy Perry foi ver. E ver aquela delicinha de perto nào teria sido de todo mal.

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24
ago

casamentos e o interiorzão da américa

Quem já foi a um casamento já foi a todos, certo? Errado. Já fui a centenas de cerimônias no Brasil e posso afirmar categoricamente que nenhuma foi tão emocionante e marcante quanto a que fui neste final de semana na cidade de Red Wing, em Minessota, na divisa do estado com Wisconsin.

Leo e Valerie escolheram a cidade por ser a terra natal dela. E foi um acerto sem precedentes. O casamento não se restringiu apenas ao sábado. Durante toda a semana, uma série de festas, piqueniques, passeios de barco e idas a bares da cidade celebraram a data. Difícil fazer uma coisa assim no Brasil? Sim, mas aqui também é e todo mundo topou! Claro que nem todo mundo pôde participar de tudo por conta de trabalho, mas se esforçaram para comparecerem ao máximo de eventos possível.

Um casamento americano é igualzinho ao que a gente vê nos filmes. Padrinhos de um lado, madrinhas de outro, arroz sendo jogado na saída, recepção com jantar com lugares marcados, discursos dos pais e padrinhos, banda tocando, etc. Com a diferença que o evento em Red Wing foi todo produzido pelos noivos, produtores em Hollywood, e contou com a ajuda inestimável da família da noiva e dos amigos dos dois. Eu mesmo me matei de tanto trabalhar, carregando caixas, montando luz, iluminação, descascando milho (!) mas deu tudo certo!

Agora, de volta a NY. Mais 10 dias de programação nem tão intensa assim. Porque férias também é pra descansar.

E vou sentir muita falta de Red Wing e das pessoas que conheci por lá. Sim, lágrimas escorreram quando me despedi de todos ontem pela manhã.

14
ago

Concrete jungle where dreams are made of…

O título deste post é uma parte da letra da música de Jay Z e Alicia Keys, “Empire State of Mind”. Uma espécie de New York New York dos novos tempos. E reflete bem o que é esta cidade nos dias de hoje.

Aliás, o que é New York nos dias de hoje? Quase 14 anos depois de minha última visita, a cidade está mais cosmopolita, cheia e surpreendente. Incrível como a cada esquina temos uma surpresa. E estou aqui há pouco menos de dois dias, mas já é impossível relatar tudo o que vi e experimentei por aqui.

Portanto, vou aos highlights. No primeiro dia, um passeio por Tribeca, SoHo e terminamos a noite no SOB’s vendo um show de uma banda chamada Francis and the Lights. Pensamos ser um tipo de som, mas era outro. Uma farofada anos 80 que eu não acreditei que fosse sério. Incrível que aquilo tem público por aqui. Mas tudo tem público em New York.

Hoje acordamos e fomos almoçar em um restaurante no Lincoln Center, para depois passarmos a tarde fazendo o roteiro turístico: Central Park, 5th avenue e suas lojas, Times Square. Terminamos o dia num musical da Broadway. Mas não era qualquer musical…

Rock of Ages é o Grease do rock farofa. É uma história ambientada na Sunset Strip, em Los Angeles, na década de 80. Um carinha aspirante a músico se apaixona por uma cantora/atriz recem-chegada na cidade. Os dois trabalham numa espécie de The Rainbow Room, que era “o” clube de LA na época. E aí a história vai rolando com a trilha sonora de primeiríssima: Whitesnake, Journey, Styx, REO Speedwagon, Guns N Roses, Poison e por aí vai. É mega divertido. Saímos de lá renovados! Eles até dão um isqueirinho na entrada pra gente acender nas horas das músicas mais farofas…

E agora minha cama me aguarda. POrque amanhã mais algumas surpresas me esperam….

13
ago

“Debuuulha, Mike Campbell!”

Antes de chegar no propósito de minha viagem a Atlanta, vamos voltar a Chicago.

O último dia na windy city foi de boas e más descobertas. A má foi Chinatown. Muito sem graça, decadente e com a maioria das lojas fechadas - reflexo da crise? Mas a tarde nos reservava uma surpresa. A região do Wicker Park aparentemente está sendo revitalizada e se transformando na mais nova zona “in” da cidade. Lojas descoladas, estudantes universitários por todas as partes, outlets de sapatos (!) e muito mais. E dizem, a vida noturna de lá é a melhor da cidade por agora. Não sei porque não conferi. Preferi ir à noite no Buddy Guy’s. Casa criada pelo homem, onde ele dá umas canjas de vez em quando (amigas minhas deram de cara com ele lá na quinta passada). Boa comida, boa bebida e um show de blues por dia. Pra quem gosta, uma ótima pedida e nem é tão caro. 10 dólares a entrada.

Aí cheguei a Atlanta. Uma pena não ter ficado mais. Gostaria de conhecer um pouco esta cidade. Mas New York me espera daqui a pouco e depois do que vi ontem à noite, é melhor mesmo conhecer Atlanta em outra oportunidade, com a cabeça mais tranquila.

A Philips Arena fica no complexo olímpico de downtown Atlanta. Ou pelo menos parece que fica. É colada no prédio da CNN. Cheguei por volta das 18h30 ao local, peguei meu ingresso, entrei, comi um cachorro-quente e me dirigi ao meu assento. Porque às 19h30 começou o primeiro show da noite. Simplesmente uma lenda do cancioneiro norte-americano, que atende pelos sobrenomes de seus integrantes. Crosby, Stills & Nash.

Difícil descrever o que foi o show do trio. Com um repertório centrado em canções de guitarra, ainda que os violões tenham seu espaço todo especial, o show foi emocionante, para dizer o mínimo. No palco, Stephen Stills é o virtuoso, o guitarrista e responsável por todos os solos de guitarra. Alguns que podem levar o mais desavisado às lágrimas. Graham Nash é o dono da banda e comanda tudo com maestria. E David Crosby….bem, ele é “A” voz. Quando aquele homem abre a boca, os arrepios começam. E assim eles passearam por seu vasto repertório, dando inclusive uma amostra do disco de covers que vem por aí. “Behind Blue Eyes” do The Who e “Ruby Tuesday”, dos Stones, ficaram maravilhosas na versão CSN. Encerraram com “Teach Your Children” para deixar claro que estavam ali como coadjuvantes de luxo e afim de roubar o show.

Fosse outra banda a atração principal e o show teria sidou roubado tranquilamente pelo trio. Mas com Tom Petty & the Heartbreakers o buraco é mais embaixo. Verdadeira instituição da música norte-americana, menos conhecida no Brasil do que deveria, tem um caminhão de hits e sabem como poucos levar um show na maciota para agradar a qualquer público. Tanto que, logo na terceira música, queimam um de seus maiores hits, “Free Falling”, mas em momento algum o show é comprometido. E tome hits! “Mary jane’s Last Dance”, “Breakdown”, “You Don’t Know How It Feels”, “Running Down a Dream”, “Learning to Fly” (numa belíssima versão semi-acústica) e por aí vai. No meio do show fizeram um set dedicado ao novo disco, “Mojo” e foi aí que comecei a gritar o título deste post. O co-capitão da nave, como bem se referiu Tom Petty a ele, Mike Campbell é o lead guitar dos Heartbreakers e um guitarrista F-O-D-A. Em “Good Enough” ele coloca a Philips Arena de pé pare reverenciá-lo depois de um solo inacreditável. O casamento de seus timbres com os de Petty criam um som único. Por vezes não sabemos quem é quem, tamanha é a competência dos dois. Encerraram o show, claro, com o quase hino “American Girl”, entoada por todos.

A longevidade dos Heartbreakers não é em vão. A cada ano, quando saem em turnê, a idolatria americana por eles aumenta e a legião de fãs vai aumentando e se renovando. Mais uma vez, uma pena que eles não sejam tão populares no Brasil. Seria um show e tanto.

E bora pra New York. Depois de quase 15 anos.

E antes que eu me esqueça, quando te disserem que em todos os aeroportos americanos exise wifi gratuita, não acredite. Não consegui me conectar em nenhum até agora!

09
ago

Lollapalooza - ultimo dia

Difícil descrever o que foi o último dia do Lollapalooza. Estou tentado a dizer que foi o melhor do fim de semana apenas por um show, mas pensando bem foi mesmo o melhor, por vários motivos.

Começamos pelo palco BMI e o Band of Heathens. Country rock/southern rock na veia. Infelizmente tive que deixá-los com 10 minutos de show porque precisava ver o Blitzen Trapper. Uma banda que eu já gostava e agora adoro. Tem todos os ingredientes que me agradam. Rock bem feito, com pegada sulista, folk e adjacências. No sol das 2 da tarde, foram uma espécie de refresco para o dia que apenas começava.

Na sequência, o hype. Se vocês se lembram do que foi o show do Bon Iver ano passado no Bonnaroo, relatado por nós no Alto-falante, podem imaginar o que foi o Mumford & Sons. Além de fazerem um som bem parecido - em todos os sentidos - com o Bon Iver, estão crescendo nas bolsas de apostas indies para os proximos anos. Guardem este nome.

Aí troquei o certo pelo duvidoso. Porque em um festival como o Lolla você também tem que correr alguns riscos. Deixei o Yeasayer, que já havia visto duas vezes, e fui encarar o X Japan, que muita gente comentava. E não me dei mal. Quer dizer, dependendo do seu ponto de vista. X Japan é a maior banda de heavy meta/hard rock farofa……do Japão! E você pode imaginar o que isso significa: clichês, clichês e mais clichês. De longe o show mais divertido do festival. Ou, como disse o colega Lucio Ribeiro, um show de “jaspion rock”.

Pausa para o lanche e fui conferir Erykah Badu. Mas não aguentei muito, confesso. Preferi me posicionar melhor para ver o Wolfmother, na sequência. E tome doses e doses de rock pra macho, direto da Austrália. E o primeiro grande mosh do Lolla 2010 presenciado por mim. Vigoroso!

Corri para a ala norte do festival para ver um pedaço do The National. Só um pedaço mesmo porque a espera de quase 20 anos estava prestes por acabar. Sem desmerecer o National, claro, que até onde pude presenciar, estava lindo e impecável. Mas no palco principal da ala sul do festival….

Pense bem, Você já teve a sensação de estar sendo atropelado por um show? De ouvir uma sequência de músicas e ela ser tão arrebatadora que você fica sem ação? Pois bem, eu já tive e esta sensação se repetiu aos primeiros acordes do Soundgarden. Não. Eles não estão fora de forma. Muitíssimo pelo contrário, parecem adolescentes com fome de bola. A formação inacreditável da banda (Chris Cornell, Kim Thayil, Ben Shephard e Matt Cameron) estava ali. Despejando decibéis e decibéis de uma massa sonora incrível. Muito, mas muito peso, tocando MUITO ALTO. Fiquei sem ação. As lágrimas começaram a escorrer em “Spoonman”, a terceira música, e só terminaram no bis. Os destaques? Não dá pra destacar. Só dêem uma olhada no setlist aí embaixo e sintam o drama. Um show histórico, digno dos melhores que você pode ver em uma vida. Se é que você gosta de rock, claro.

*
1. Searching With My Good Eye Closed
2. Spoonman
3. Gun
4. Rusty Cage
5. Blow Up The Outside World
6. Let Me Drown
7. Flower
8. Outshined
9. Jesus Christ Pose
10. Fell On Black Days
11. Ugly Truth
12. Get On The Snake
13. Burden in my Hand
14. Superunknown
15. Black Hole Sun
16. Mailman
17. 4th Of July

Encore:

18. Face Pollution
19. Like Suicide
20. Slaves & Bulldozers

Aí o dia de hoje foi dedicado à desintoxicação. Fomos ao Art Institute of Chicago ver uma exposição de Cartier-Bresson, fizemos algumas comprinhas básicas e terminamos o dia no Navy Pier assistindo a Inception (eu, pela segunda vez. Me lembrem de falar mais sobre este filme depois). Amanhã, em nosso último dia em Chicago, faremos uma incursão ao mundo do blues.

08
ago

Lollapalooza 2010 - parte 2

Com a benção de São Dorflex, que me ajudou a suportar o dia, veio o segundo dia do Lollapalooza. Bem menos cansativo do que o primeiro, porque decidimos ver shows apenas na ala norte do festival, evitando grandes deslocamentos de um palco para o outro. Com exceção do Green Day, que ao contrário do que imaginei, estava bem tranquilo de assistir. Um show bem família. Aliás, fica a dica mais uma vez para quem pretende ir a um evento deste porte: programe-se. Pegue o schedule e marque quais shows quer ver, em que horários e palcos. Calcule as distâncias e tempos necessários para ir de um palco a outro. E não fique com dó de sair de um show antes de seu final. Festivais como o Lollapalooza são assim mesmo. São raros os shows que você vê do início ao fim.

Vamos ao balanço de ontem.

Wild Beasts. Começou meio chato mas foi melhorando. Mas é uma banda que não me diz nada.

Stars. Bela banda, belo show. Melodias doces, trabalhos vocais agradáveis de se ver e ouvir.

The XX. O hype em torno deles fez com que o palco onde iriam se apresentar ficasse hiperlotado. Debaixo de um sol escaldante é esquisito escutar aquele som frio, mas as canções e a performance são tão fortes que você deixa o calor em segundo plano. Simples, competente e lindo.

Grizzly Bear. Ano passado havia visto no Bonnaroo e não havia curtido. Desta vez, com o disco Veckatimest devidamente degustado, foi bem melhor. E ouvir “Two Weeks” ao vivo foi especial.

Spoon. Mais uma daquelas bandas que agradam à primeira ouvida. Já tinha visto ao vivo no Planeta Terra e desta vez foi ainda melhor. Hit atrás de hit. Ou pelo menos, hits em potencial.

Green Day. Pena que só vi meia hora, pois estava bem divertido. Bons de palco, sabem cativar a multidão, tem um caminhão de hits e fazem um show….interativo, chamando pessoas para o palco. Vi muito marmanjo de 30 anos com lágrimas nos olhos, relembrando a adolescência.

Phoenix. O show mais estranho do festival. Começaram logo queimando “Liztomania” e tocaram por uma hora, quando tinham mais meia. Aí “enrolaram” na última meia hora, voltando ao palco várias vezes. Mas encerraram com “If I Ever Feel Better” e “1901″ numa longuíssima versão que fez a turba ir à loucura. Não sei se é a primeira vez que eles são headliners de um festival como o Lolla, mas pareceu ser.

Fotos, como sempre, aqui.

07
ago

chicago - parte 1

(FOTOS NO FINAL DESTE POST)

Como diria Silvio Luiz, “está valendo”. A primeira parada da James USA Tour 2010 é Chicago. Estou aqui desde a terça-feira mas só hoje consegui parar para baixar as fotos, escrever alguma coisa, etc. Porque ontem teve o primeiro dia do Lollapalooza 2010, como você verá abaixo.

Em primeiro lugar, para se entender Chicago é necessário ler sobre a história da cidade. Ou pelo menos ir até o Skydeck, que fica no topo da Willis Tower (ex-Sears Tower). Mesmo porque antes de você subir, assiste a um ótimo filme que conta o porquê de a arquitetura da cidade ser inovadora e diferente, blá blá blá. Depois de um grande incêndio, que destruiu quase toda a cidade (já imaginaram isto hoje? Um incêndio destruindo uma cidade?), a prefeitura decidiu reconstuir da melhor maneira possível. Sendo assim, incentivou arquitetos de todo o mundo para virem para a cidade e ajudarem na tal reconstrução. O resultado é uma cidade vibrante, com edificações de tirar o fôlego e que surpreende a cada esquina.

E aí passei os dois primeiros dias fazendo programas turísticos. A Magnificent Mile, onde estou hospedado, e suas lojas de griffe; The Loop, uma espécie de Savassi de Chicago, mal comparando; o complexo Millenium Park/Grant Park; o Navy Pier e até mesmo um passeio mais ao norte para ver um show do New Pornographers, com direito a passagem pelo Wrigley Field, casa do Chicago Cubs.

Sobre o show do New Pornographers, o que dá pra dizer? Perfeito? Uma banda com um repertório inacreditável (até mesmo quem não conhece se apaixona pelo som deles) que fez um show igualmente incrível num local (Metro) que deve caber umas 800 pessoas se muito. Ver a banda ali, grudado no palco, foi uma experiência bem diferente. Fotos depois.

E aí veio o primeiro dia do Lollapalooza. Diferente dos outros festivais que fui, o Lolla fica no Grant Park, no centro da cidade, o que torna os deslocamentos até lá bem mais fáceis. Ainda mais quando você se hospeda em um hotel como o nosso. Cinco minutos de ônibus foram suficientes para chegar lá. A volta foi mais traumática porque a multidão sai toda no mesmo horário. Não se consegue ônibus nem táxi. Melhor mesmo foi caminhar até o hotel, apesar do cansaço.

E o que dizer dos shows? Ou pelo menos do que deu pra ver.

Wavves foi esporrento. Três moleques com muita energia e distorção nas guitarras.
Walkmen foi surpreendente. Ótimas músicas, clima mais soturno e a presença de um naipe de metais que abrilhantou uma parte do show.
Mavis Staples foi especial. Cantou clássicos do soul e ainda convidou ao palco Jeff Tweedy. Aquele mesmo, daquela banda daqui de Chicago, que está produzindo o novo disco da cantora. Mas ele não cantou, apenas ficou ali no violão marcando tudo. Lindo!
Drive By Truckers foi ok. Gosto da banda mas o show não rendeu tanto quanto eu esperava.
Devo foi a alegria de sempre. Performáticos, com trocas de roupa e “Whip It”, que por si só já vale o show.
Dirty Projectors. Resolvi dar mais uma chance à banda, mas não dá. Me incomoda muito o tipo de som que eles fazem. E quando as três garotas começam a cantar esganiçado é pra ir embora.
The Black Keys. Melhor momento rock do dia. A dupla, que depois se transforma em um quarteto, mandou ver num showzaço de blues, rock e tudo mais que o gênero merece.

E aí…

A grande polêmica do dia era: o que ver? Lady Gaga ou Strokes, que se apresentariam na mesma hora, em palcos diferentes. Antes que você diga “ah, vê um pedaço de um e depois vá ver o outro”. Não dá. Os palcos são muitos distantes um do outro e até você enfrentar a multidão para sair de um e chegar no outro já perde uma meia hora de ambos os shows. Portanto, você tem que fazer a escolha. E eu escolhi Gaga. Durante a semana, foi só o que se falou na cidade. Dos programas matutinos na tevê aos jornais rockers xiitas que diziam que isto não é bem uma escolha, porque quem gosta de música tem que ver os Strokes…

Ok, eu queria muito ver os Strokes e suas novas músicas, mas como ignorar que ali no palco está a artista mais importante do mundo pop nos dias de hoje, se apresentando na cidade que a projetou para o sucesso, fazendo um show especial no auge de sua carreira? Escolhi Gaga e não me arrependi. O show é a coisa mais kitsch, clichê, exagerada e divertida dos últimos anos. Contei umas seis trocas de roupas. Gaga canta, dança, toca piano (e muito bem, de uma maneira diferente), conversa (um pouco demais, é verdade) e vai tentando alinhavar o roteiro de seu show. Mas isso nem importa. Os hits deixam qualquer um feliz. E tome “Just Dance” logo na terceira música. O encerramento, com “Poker Face”, “Paparazzi” e “Bad Romance” é de tirar o fôlego e não deixar ninguém parado.

E assim foi a primeira parte. Volto, acredito eu, na segunda-feira, com a segunda parte.

FOTOS AQUI.

27
jul

férias

É difícil pensar em outra coisa que não seja o mês de férias que vem adiante, quatro dias antes de ele chegar. Tudo por aqui são os preparativos para as férias e finalmente consegui montar um roteiro decente. Prometo contar tintim por tintim aqui o que for acontecendo, as coisas que for vendo, os shows que forem passando pela minha frente.

Vai ser mais ou menos assim, ó:

03/08 - Chicago
04/08 - Chicago
05/08 - Chicago (SHOW: THE NEW PORNOGRAPHERS)
06/08 - Chicago (LOLLAPALOOZA 2010)
07/08 - Chicago (LOLLAPALOOZA 2010)
08/08 - Chicago (LOLLAPALOOZA 2010)
09/08 - Chicago
10/08 - Chicago
11/08 - Atlanta (SHOW: TOM PETTY & THE HEARTBREAKERS / CROSBY STILLS & NASH)
12/08 - New York
13/08 - New York (TEATRO: ROCK OF AGES)
14/08 - New York
15/08 - New York
16/08 - New York (FUTEBOL AMERICANO: NEW YORK GIANTS X NEW YORK JETS)
17/08 - New York
18/08 - Red Wing
19/08 - Red Wing
20/08 - Red Wing
21/08 - Red Wing
22/08 - Red Wing/New York
23/08 - New York
24/08 - New York (SHOW: SCISSOR SISTERS)
25/08 - New York
26/08 - New York
27/08 - New York (SHOW: BLONDIE)
28/08 - New York
29/08 - New York
30/08 - New York
31/08 - New York
01/09 - New York
02/09 - New York

Ainda tô na dúvida de um outro show do Brandon Flowers solo e mais uns outros programas aí que vou bookando pelo caminho. Mas nem estou querendo muita coisa mais. Afinal, um pouco de descanso batendo perna também faz bem à alma. E a equação diz:

Viagens > shows

21
jul

rush

Ando numa vibe Rush. Não somente por culpa da convivência com Terence Machado, o maior fã de Neil Peart em terras mineiras (alguém aí tem coragem de contestar?) mas por conta do excepcional documentário “Beyond the Lighted Stage”, que foi exibido em cinemas por todo o mundo e acaba de sair em DVD/Blu-Ray.

Se não por nada mais, o filme serve para corrigir um erro histórico. Por culpa, em grande parte, da imprensa especializada, que na década de 1970 renegou o Rush e tudo que ele representava (longas músicas, ecos progressivos, solos, instrumentistas fodões, etc) e se ligou no mundo dos três acordes, a banda foi provavelmente a mais achincalhada da história do rock. Era piada durante muito tempo gostar de Rush. Até hoje muita gente torce o nariz pra banda e até ri quando você fala que gosta.

Mas assistindo ao documentário, fica a pergunta: porque não pode gostar de Rush? Aliás, onde estava escrito que gostar de punk rock deveria ser necessariamente o contrário de gostar de Rush? Chegou a hora de deixar isso tudo de lado e assistir ao documentário. Para, na sequência, pegar os clássicos da banda (pode começar pelo “Moving Pictures”. Eu deixo. Mas emenda com o “Hemispheres” e o “2112″).

E depois pega o DVD “Rush in Rio”. O maior show da história da banda, gravado no Maracanã. Não tem como não ficar impressionado com a multidão entoando “YYZ”. Detalhe: a música é instrumental.

Ah sim, e estarei no dia 8 de outubro no Morumbi para vê-los ao vivo.

21
jul

quanto vale o show?

Texto que publiquei no Oi Novo Som. É a estréia de uma coluna, que pretende ser quinzenal. Tem o singelo nome de Indepedência a Fórceps.

Quanto vale o show?

A cena é bastante comum. Quatro garotos se juntam com a proposta de montar uma banda. Depois de alguns ensaios, percebem que já estão no ponto de mostrar seu trabalho. Começam a ligar para as casas de show da cidade em busca de um palco. Encontram os palcos. Felizes, negociam seus cachês. Qual não é a surpresa quando eles descobrem que a casa não paga cachês e eles terão que tocar de graça! Depois de alguns meses tocando de graça ou sujeitos a couvert artísticos, porcentagens ínfimas de bilheterias e demais gorjetas/esmolas, olham para si mesmos e decidem parar com a banda porque nunca vão conseguir viver de música.

É comum? É. Mas não deveria ser. Só que não pelo motivo que você deve estar imaginando. Toda banda iniciante passa por estes perrengues de tocar de graça ou por trocados. E é assim que tem que ser mesmo! A não ser que você seja uma superbanda e seus companheiros já sejam conhecidos na cena, não tem outro jeito de construir seu público senão tocando, tocando, tocando e tocando. Você tem que estar disposto a qualquer coisa, meu amigo. Lugares e horários ridículos, públicos que às vezes não são os seus, barcas furadas, tudo!

O que você não pode fazer é desistir assim fácil! Pode acreditar: o Skank, o Capital Inicial, o Oasis, o Led Zeppelin, o U2 e até os Rolling Stones já entraram em barcas furadas. Hoje se divertem contando estas anedotas, mas lá atrás era tão difícil para eles como é para você hoje. Acontece que eles sempre confiaram em seus tacos e não desistiram no primeiro revés.

O mercado sempre foi assim, por incrível que pareça. Não é privilégio da era em que vivemos, onde tudo é mais difícil e o dinheiro já não circula com tanta facilidade. Se um dia existiu uma guitarra sendo plugada, pode ter certeza que existiu gente sendo mal paga ou se apresentando pelo puro prazer de se apresentar. E sempre existiu gente disposta a fazer isto, vislumbrando um futuro melhor.

Agora, se depois de alguns anos tocando não tiver nenhuma groupiezinha atrás de você, desista meu irmão! Você não serve pra este mundo!

18
jul

beck - guess i’m doing fine

There’s a blue bird at my window
I can’t hear the songs he sings
All the jewels in heaven
They don’t look the same to me

I just wade the tides that turned
Till I learn to leave the past behind

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing
Guess I’m doing fine

All the battlements are empty
And the moon is laying low
Yellow roses in the graveyard
Have no time to watch them grow

Now I bade a friend farewell
I can do whatever pleases me

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing
Guess I’m doing fine

Press my face up to the window
To see how warm it is inside
See the things that I’ve been missing
Missing all this time

It’s only lies that I’m living
It’s only tears that I’m crying
It’s only you that I’m losing

17
jul

musica do momento

Last Goodbye
Jeff Buckley

This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die
But it’s over
Just hear this and then I’ll go:
you gave me more to live for,
more than you’ll ever know.

This is our last embrace,
must I dream and always see your face
Why can’t we overcome this wall
Baby, maybe it is just because I didn’t know you at all.

Kiss me, please, kiss me
But kiss me out of desire, babe, and not consolation
You know,
it makes me so angry ’cause I know that in time
I’ll only make you cry, this is our last goodbye

Did you say “no, this can’t happen to me,”
and did you rush to your phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
“Maybe…you didn’t know him at all.”

Well, the bells out in the church tower chime
Burning clues into this heart of mine
Thinking so hard on her soft eyes and the memory
Of her sighs that, “It’s over…it’s over…”

17
jul

esquema novo

Coluna que fiz para o Estado de Minas esta semana, para ajudar todo mundo a escolher o que ver no segundo semestre.

O SEGUNDO SEMESTRE

Chegou a hora de quebrar os cofrinhos. Para quem espera ansiosamente pela visita de artistas internacionais ao país, o segundo semestre do ano é sempre recheado de boas opções. 2010 não será diferente. Muito pelo contrário, a temporada promete ser das melhores dos últimos anos. Difícil será escolher o que ver, tantas são as opções. Por isso mesmo, chegou a hora de ESQUEMA NOVO te ajudar a escolher, através de uma espécie de sobe-e-desce do pop mundial.

EM ALTA

Kings of Leon - Deixaram uma impressão ruim quando de sua primeira passagem pelo país, há cinco anos. Mas de lá pra cá foi ladeira acima. É uma das principais bandas de rock do mundo, headliner de festivais como Reading, Glastonbury e Bonnaroo. Tocam dia 10/10 no festival SWU, em Itu (SP).

Pixies - Para quem não viu quando estiveram por aqui em 2004, mais uma chance. Para quem já viu, um motivo a mais para repetir a dose: devem fazer em solo brasileiro o show em que tocam na íntegra seu melhor disco, Doolittle. Dia 11/10 no festival SWU.

Rush - Depois de décadas sendo maltratado pela crítica, o trio canadense parece ter superado até mesmo isso e fará a alegria de quem gosta de rock bem tocado. E bota bem tocado nisso! Se apresentam dia 08/10 em São Paulo e dia 10/10 no Rio.

Phoenix - Alegria das pistas de dança que misturam rock e eletrônica, já estiveram no país antes do sucesso alcançado com seu último álbum, Wolfgang Amadeus Phoenix. Voltam para colher os frutos plantados. Dia 20 de novembro, no festival Planeta Terra, em São Paulo.

Regina Spektor - Dona de uma voz única, vem ao Brasil pela primeira vez para mostrar porque os Strokes se apaixonaram por ela no início da década. Dia 10/10 no SWU.

NA MESMA

Air - Lançaram um ótimo disco (Love 2) em 2009 mas seus shows não costumam ser animados. Podem decepcionar, principalmente se as apresentações acontecerem em ginásios ou locais mais abertos. Dias 14, 15 e 16 de outubro, no Rio, BH e em São Paulo, respectivamente.

Echo & the Bunnymen - Também vem de um bom disco, The Fountain, e os clássicos garantem um bom show. Dia 11/10, em São Paulo e dia 12 em BH.

Green Day - Não conseguiram repetir o sucesso de American Idiot no último disco (21st Century Breakdown) mas também se apoiam nos bons hits que acumularam. Dia 13/10 em Porto Alegre, 15 no Rio, 17 em Brasília e 20 em São Paulo.

EM BAIXA

Dave Matthews Band - Típica banda que só tem fãs nos Estados Unidos. Já estiveram no Brasil, em 2001, mas não deixaram saudade. Não devem provocar comoção também desta vez. Dia 11/10, no SWU.

Scorpions - Já deu o que tinha que dar. Dias 18 e 19/10 em SP, 21 em Curitiba, 22 em Brasília e 24 em Sao Luís.

Linkin Park - São amados pela turma que curte um new metal e devem atrair multidões, mas sua era já passou. Dia 11/10, no SWU.

Creedence Clearwater Revisited - É brincadeira, certo? Dia 19/11 em Fortaleza e 20 em São Paulo.

Além disso, ainda tem Jonas Brothers, Demi Lovato, Passion Pit, Alejandro Sanz, Twisted Sister, Cranberries, as ex-RBD Anahí e Maite Perroni, Lionel Richie, Mariah Carey, Peter Frampton, Lauryn Hill, 50 Cent, Ne-Yo e Yanni. E se isso tudo ainda não agradou, que tal mais 4 nomes que estão perto de acertar shows por aqui até o fim do ano? Bon Jovi, Pavement, Pearl Jam e…..Paul McCartney. Olhou para seu cofrinho, agora?

17
jul

alto-falante da semana

10
jul

e a copa foi embora

Para muitos, a pior Copa da história. Mas não é bem assim.
Se você for ouvir os mais velhos, aqueles que se lembram da Copa de 70, do futebol-arte, do futebol-moleque praticado por aquele escrete espetaciular, todos dirão que o futebol acabou, que a Copa da África foi um horror.
Mas eu e você sabemos que não é bem assim. O futebol mudou e, por mais que os mais velhos (e aí eu incluo não somente os torcedores, mas os jornalistas e comentaristas) não queiram aceitar, temos sim excepcionais jogadores e times nos dias de hoje.
Mal comparando, estes que só vêem alegria e beleza no futebol de outrora são aqueles mesmos que dizem que rock and roll só existiu na década de 1960 e 1970. Led Zeppelin, Stones e The Doors é que eram bons. Tudo que foi feito de bom na música acabou quando os anos 80 enterraram as guitarras e os sintetizadores tomaram conta. Ok, o senso comum é este, mas eu e você sabemos que não é bem assim.
Quando ficamos velhos, o saudosismo toma conta. Nos lembramos de nossa juventude com nostalgia e tudo o que aconteceu no esporte, na música, nas artes em geral, acaba sendo bem melhor do que o que vemos hoje.
Não preciso ir muito longe. Por vezes me peguei pensando que tudo que é feito hoje é ruim para no momento seguinte perceber que existem coisas maravilhosas sendo gravadas e jogadas incríveis saindo dos gramados nesta mesma Copa do Mundo. Ainda que muitas não tenham resultado em gol. Mas nem todo mundo pode ser Beatles e fazer hits o tempo todo, certo?
Portanto, vou assistir à decisão do terceiro lugar hoje e à final amanhã com a sensação de dever cumprido e tendo certeza que vou presenciar mais dois momentos históricos da antologia esportiva. Assim como tenho certeza que os shows de Tom Petty e Crosby Stills & Nash, em agosto, serão tão divertidos como o da Lady Gaga ou do New Pornographers. Na arte e no esporte, o velho e o novo podem conviver pacificamente.

04
jul

musa do dia - larissa riquelme

Não poderia ser outra.
Larissa Riquelme, a deliciosa torcedora paraguaia que disse que tiraria a roupa caso sua Seleção chegasse às semifinais.
O Paraguai não chegou, mas Larissa disse que vai tirar a roupa assim mesmo, em homenagem ao time, que mostrou ser valente. Muito bem, Larissa!
Enquanto ela não mostra tudo, vamos ficar com uma pequena parte. Ou uma grande parte, se preferirem.

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02
jul

futebol, copa do mundo e a seleção brasileira

Adoro a frase atribuída ao Arrigo Sacchi: “o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes”. E é isso mesmo. Ainda mais em época de Copa do Mundo, quando largamos tudo para torcermos para o Brasil.

E aí vestimos nossas camisetas verde-e-amarelas, empunhamos nossas bandeiras e torcemos. Não importa quem esteja lá nas quatro linhas. Para a grande maioria da população de torcedores de Copa, o que importa é o Brasil vencer, fazer gols e “trazer o caneco”. Uma parcela menor fica se preocupando com coisas menores, do tipo “qual jogador faltou na convocação” ou “qual o esquema tático adotado pela Seleção”.

Como eu pertenço ao segundo grupo e já disse isso aqui, vou logo decretando: esta foi a Copa em que eu menos torci para o Brasil. Não que eu não tenha torcido, mas não foi aquela torciiiiiiida. Sabem porque? Porque eu momento algum eu confiei neste time.

Craques como Kaká e Luis Fabiano chegaram à Copa baleados. A convocação do Dunga (que eu nunca gostei como técnico, mas vá lá, os resultados foram me convencendo) acabou deixando de lado, no final das contas, um detalhe fundamental: o imponderável. O jogador que vai decidir, acima de qualquer coisa.

Sim, todo mundo vai dizer que esse jogador estava lá. Era o kaká. Ou o Robinho. Mas o retrospecto diz que não. Este jogador, capaz de fazer algo imprevisível, não foi pra Copa. Não tínhamos o Romário de 1994 nem o Ronaldo de 2002. Apenas um monte de jogadores bons/ótimos, que formaram um bom time, mas não conseguiram passar disto. Tudo muito previsível como as jogadas brasileiras.

Não se pode dizer que o Brasil fez um papelão na Copa. 2006 foi bem pior. Mas faltou o algo mais. E, na falta deste jogador, eu me vi torcendo bem menos para a Seleção Brasileira do que em outros anos. O resultado foi a eliminação. O Brasil perdeu para seus nervos, que não souberam levar adiante um jogo que estava ganho no primeiro tempo. Uma pena.

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01
jul

galo

um pausa na Copa do Mundo para mostrar o que foi a chegada de Diego Souza a Belo Horizonte hoje para assinar seu contrato no Galo:

30
jun

amanda

Tá cada dia melhor.





QUEM SOU EU

Publicitário. Jornalista. Music freak. Áudio e visual. Day and night. Belo Horizonte. Mundo. Dj. Produtor. Galo. Programa Alto-falante. Aorta Entretenimento. Festival Garimpo. Verdade e mentira. Vai encarar?

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