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Shame

Vi hoje “Shame” e não gostei tanto quanto achei que gostaria.
A história do viciado em sexo e seu relacionamento com as mulheres, o trabalho e sua irmã problemática não me causou o efeito que ele prometia. Verdade que o filme está todo na interpretação magistral de Michael Fassbender, e é um daqueles que valem mais pelos olhares do que pelas palavras (os diálogos, quando existentes, são econômicos), mas alguma coisa nos olhares não me pareceu 100% ok. Por vezes não consegui decifrar o que se passava ali dentro (o relacionamento entre Brandon e Sissy é platônico, tenso ou tudo ao mesmo tempo?), e talvez por isso mesmo terminei um pouco decepcionado.
Mas de qualquer forma, não é um filme ruim. Vale muito a pena, exatamente por se encaixar na categoria que mais gosto: filmes que dizem mais com imagens do que com palavras. Pode parecer uma bobagem, já que o cinema é feito de imagens, mas tenho reparado que as pessoas não se identificam muito com filmes que privilegiam isto. Ao final, todos querem uma explicação, um final que dê conta do que aconteceu antes.

Mas enfim, vamos ao que interessa. Por mais que você goste ou não do filme, não dá pra negar que seu grande momento é a performance de Carey Mulligan para “New York New York”. Tensa, densa, sexy e triste. Assistam:

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Clube da Esquina 40 anos

Dei uns pitacos na matéria da Band News sobre o disco. Esta foi menor, para a rede. A matéria maior, com uma entrevista longa, que foi para MG, eu posto depois.

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