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Os Melhores de 2012, pelo S&Y

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Todos os anos o Scream & Yell publica uma lista de melhores do ano feita por um verdadeiro quem-é-quem da crítica brasileira, com a adição de artistas e afins. É a lista mais importante do país e dá o tom do que a crítica brasileira tem feito e escutado.
Descobri, através de uma levantamento publicado pelo Mac, que colaboro com esta lista desde seu início, em 2001! E foi uma verdadeira viagem no tempo passear pelas listas passadas e ver como meu gosto mudou, como a música mudou e, principalmente, como o mundo mudou. Vale a pena fazer esta viagem aqui além, claro, de ler as listas completas de 2012 de todos os votantes. Tem muita coisa boa perdida nos votos

Os meus escolhidos deste ano? Entrego pra vocês aqui:

MELHOR DISCO NACIONAL
01. Nacional – Transmissor
02. Caravana Sereia Bloom – Céu
03. Tropical/Bacanal – Bonde do Rolê
04. Sintoniza Lá – B Negão e os Seletores de Frequência
05. 66 – O Terno

MELHOR DISCO INTERNACIONAL
01. Psychedelic Pill – Neil Young & Crazy Horse
02. Wrecking Ball – Bruce Springsteen
03. The Sound of the Life of the Mind – Ben Folds Five
04. Locked Down – Dr John
05. Blunderbuss – Jack White

MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL
01. Driftin’ Back – Neil Young & Crazy Horse
02. Hold On – Alabama Shakes
03. Hollywood Forever Cemetery Sings – Father John Misty
04. Jack of All Trades – Bruce Springsteen
05. Breezeblocks – Alt-J

MELHOR SHOW INTERNACIONAL (NO BRASIL)
01. Crosby Stills & Nash (Chevrolet Hall/BH)
02. Arctic Monkeys (Lollapalooza)
03. Foo Fighters (Lollapalooza)
04. Morrissey (Chevrolet Hall/BH)
05. Primal Scream (HSBC/SP)

MELHOR SHOW INTERNACIONAL (NA GRINGA)
01. Jack White (Radio City Music Hall/NY)
02. Bruce Springsteen & the E Street Band (Santiago Bernabeu/Madrid)
03. Portishead (Poble Espanhol/Barcelona)
04. Suede (Primavera Sound/Porto)
05. Neil Young & Crazy Horse (Global Festival/NY)

MELHOR FILME NACIONAL
01. Prova de Artista
02. Heleno
03. Raul – O Inicio O Fim O Meio

MELHOR FILME INTERNACIONAL
01. Argo
02. Holy Motors
03. Intocáveis
04. A Separação
05. Looper

MELHOR SITE/BLOG (exceto o S&Y)
01. Facebook
02. Uma Confraria de Tolos – André Barcinski
03. Rock em Geral – Marcos Bragatto
04. André Forastieri
05. Trabalho Sujo – Alexandre Matias

MELHOR LIVRO
01. A Visita Cruel do Tempo – Jennifer Egan
02. How Music Works – David Byrne
03. Barba Ensopada de Sangue – Daniel Galera
04. Creme e Castigo – Walter Navarro

QUAL SHOW VOCÊ GOSTARIA DE VER NO BRASIL EM 2013
01. Jack White
02. Neil Young & Crazy Horse
03. Rolling Stones
04. Blur
05. Portishead

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Golden Globes

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Você sabe que quem ganhou, quem perdeu….isso nem importa, né?

O que importa está aqui, devidamente roubado do Scream & Yell.

Com vocês, uma seleção de gifs animados do evento.

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As Aventuras de Pi

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Sou partidário da máxima que diz que alguns filmes devem ser vistos sem que se saiba muito sobre eles. Com raríssimas exceções, tenho cada vez mais ido ao cinema assim. Sem ler muito sobre a produção, sem criar expectativa. Afinal, a expectativa, em geral, estraga o resultado final.

Sobre este “As Aventuras de Pi” (um parênteses importante: porque diabos não conservaram o título original “A Vida de Pi” – “Life of Pi”???? Faz muito mais sentido!) eu não sabia muita coisa, a não ser o fato de ser dirigido pelo Ang Lee, de ser baseado em um best seller que foi motivo de polêmica e acusação de plágio pelo nosso saudoso Moacyr Scliar, e de ter uma trama que envolvia homens e animais.

O que eu não imaginava era que “Life of Pi” é um tratado sobre a fé humana, em Deus, em qualquer crença, e na própria sobrevivência. Não vou contar muito para não estragar a sua surpresa, mas confesso que algumas palavras do personagem principal são tão fortes que até mesmo os ateus podem começar a questionar sua crença na não existência de um Deus. E não se trata de um filme religioso maniqueísta. Pode ser assistido por pessoas de qualquer religião, pois ele não trata disto. Fé é bem diferente de religião.

E como se isso não bastasse, algumas sequências deslumbrantes garantem o caráter “de tirar o fôlego” da obra. Talvez o melhor filme de Ang Lee, deve ganhar trocentos prêmios, tipo Oscar e Golden Globes. E isso não é pouco. Assistam já!

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Argo

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Talvez não existam muitos casos parecidos na história do cinema. Que pena. A trajetória de Ben Affleck é ímpar e merece muitos olhos observando.

O cara estréia no mundo cinematográfico com um roteiro premiado com o Oscar, em parceria com seu amigo Matt Damon (“Good Will Hunting”). Tudo bem, ele também fez um pequeno papel no filme, mas a gente se lembra apenas daquele Oscar que ele ganhou. Então, entusiasmado pela vida em Hollywood, tenta a vida de ator e mostra ser um dos piores de sua geração, se não o pior. Nunca vou me esquecer de quando fui assistir a “Pearl Harbor” no cinema e, enquanto o público delirava com as cenas de ação, eu só conseguia rir da ruindade de Affleck.

E aí, depois de um monte de filmes igualmente ruins e comédias românticas bobas (ok, estou generalizando, mas é assim que nos lembramos desta fase de sua carreira, não é?), o cara resolve tentar dirigir. O resultado é o bom “Gone Baby Gone” (“Medo da Verdade”, no Brasil), baseado em um romance de Dennis Lehane. “Promissor” foi o que ouvimos na época. E era mesmo.

Alguns anos depois, veio a segunda experiência. O ótimo thriller “The Town” (“Atração Perigosa”) já deu a dica de que Affleck era algo mais do que promissor. Sabia conduzir bem a trama (Complicada, diga-se por sinal, mas que em momento algum se perdia), dirigir os atores, era criativo na colocação de câmeras e tudo mais.

Claro, a expectativa aumentou por seu terceiro trabalho. E Ben Affleck não desapontou. “Argo” é seu melhor filme e a capacidade de Affleck de conduzir uma película é agora uma realidade. A trama de “Argo” é baseada em uma história real, que se não estivesse registrada nos livros, seria uma ficção de primeiríssima qualidade. No Irã do final da década de 70, um grupo de funcionários da Embaixada Americana em Teerã foge durante a invasão que exigia a volta ao país de Reza Pahlevi e se refugia na casa do embaixador canadense. Depois de muitas alternativas ponderadas, a CIA opta pela mais surreal missão para retirá-los de lá: eles passariam por uma equipe de cinema, em busca de locações para um filme de ficção científica chamado “Argo”. Para tal, a CIA financia o início da produção em Hollywood, com o auxilio de um produtor e um maquiador. Ben Affleck interpreta o agente responsável pela idéia e que vai a Teerã para retirar de lá os seis “refugiados” e nem mesmo sua ruindade como ator consegue atrapalhar.

Affleck consegue não só imprimir emoção em cenas aparentemente triviais, como ainda coloca uma dose certa de humor, ao partir para a Hollywood da década de 70 e mostrar como a engrenagem funcionava. Crítico, ágil, movimentado e emocionante, “Argo” merece a repercussão e coloca Affleck definitivamente no topo de uma lista que, até então, só deve ter ele mesmo: roteirista premiado na estréia, ator canastrão, diretor de mão cheia.

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Rock of Ages

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Há uns dois anos, quando viajei para New York, um amigo me disse que eu não podia perder Rock of Ages, um musical que estava em cartaz na Broadway. Me descreveu como “o Grease do rock farofa”. E me contou um caso de um outro conhecido que ficou 7 dias por lá e viu o musical 6 vezes. Um exagerado, claro.

Só que eu segui a dica e fui ver o tal musical. Não me lembro de ter me divertido tanto em um teatro ou em qualquer coisa similar a isto. A ideia de fazer um musical com todas aquelas canções, que um dia foram bacanas, depois viraram bregas e, quem diria, estão atingindo a categoria de hipster, foi genial. A história era uma bobagem. O que importava era a atmosfera, a utilização das canções e o escracho.

Felizmente, este espírito foi mantido na versão cinematográfica do musical, que entrou em cartaz na última sexta, no Brasil. Se não por nada mais, vale a pena ir até o cinema para ver a performance de Tom Cruise, que é uma síntese de todo o conceito “Rock of Ages”: exagerada, caricata, escrachada e sem medo do ridículo. Cruise parece ter entendido direitinho o espírito da coisa e encarnou o rockstar Stacee Jaxx de uma forma que muitos duvidariam. E é assim que este filme deve ser assistido: sem pretensões e com um sorriso sarcástico no canto do rosto. Ok, alguns momentos são vergonha alheia pura, mas todo o rock farofa dos anos 80 é vergonha alheia, não acham? (polêmica)

E assim sobram, além de Cruise, as ótimas (e caricatas. e sarcásticas) performances de Alec Baldwin, Paul Giamatti e até mesmo o insuportável Russell Brand, fazendo o mesmo papel Russell Brand de sempre. O par central não se destaca nem compromete e as participações de Catherine Zeta Jones e Mary J Blige beiram o inacreditável.

Portanto, fica a dica: se você pretende ver “Rock of Ages”, é melhor nem tentar analisar nada. Vá com espírito de diversão, esqueça a história, não tenha medo de reconhecer uma ou outra músicas, nem de cantá-las na sala do cinema. E leve uma lanterninha para acender durante as baladas mais melosas, já que isqueiro em sala de cinema é proibido….

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