Eu acho o Rio de Janeiro uma cidade maravilhosa ( dãh ! ) e minha última passagem por lá, há dois anos foi o máximo.
Mas eu não aconselharia ninguém a viajar para lá agora. Tô sentindo que esse Carnaval vai ser meio negro por lá.
Archive for fevereiro, 2003
Como decidiimos não trabalhar na Noir hoje ( tudo agora é “depois do Carnaval” ), aproveitei a tarde e fui ver “The Hours”.
E sabem o que achei ? Chato pra burro.
Tudo bem, as três atrizes estão bem. A Julianne Moore mais do que as outras duas. A Nicole está um pouco ridícula com aquele nariz falso, mas a gente até perdôa.
Mas o filme é arrastado, lento demais e cansa na primeira meia hora.
Filme feito pra encantar a Academia, mas que será facilmente esquecido.
Atenção para a programação off-carnaval do Café com Letras e da Obra :
[Sábado, 01]
CAFÉ COM LETRAS
17:00h - DJ Cab (Bossa Nova e Lounge)
21:30h - 01:30h - DJ Jeff K
A OBRA BAR DANÇANTE
Control-Shift 6
DJs Blip e Kowalsky
(eletrônicos – drum’n’bass)
(22h – R$5,00)
[Domingo, 02]
CAFÉ COM LETRAS
17:00h - Projeto Disconnected (baladas indie rock)
21:30h-24:30h DJ Roger Dee
A OBRA BAR DANÇANTE
DJs Marcos Urban Cave e Ruler
(rock, indie rock)
(22h – R$5,00)
[Segunda, 03]
CAFÉ COM LETRAS
17: 00h - DJ Lucas (Jazz e Jazzy Beats)
21:30h-24:30h - DJ Bellini
A OBRA BAR DANÇANTE
DJs Bené Ramalho e Juninho
(black music)
(22h – R$5,00)
[Terça, 04]
CAFÉ COM LETRAS
18:00h - DJ Tin-tin (Latin Jazz)
21:30h-24:30h DJ Fausto
A OBRA BAR DANÇANTE
DJs Fernando Scratch (MPB, samba rock)
(22h – R$5,00)
Como diria Thedy Corrêa, meu aniversário virou um kerb. Para quem não sabe, é um tipo de comemoração alemã, que dura três dias.
Pois bem, ontem no popular Dodoso, a.k.a. Parada do Cardoso, um pequeno grupo se reuniu para dar início à tradição. Hoje não sei o que vai rolar, mas amanhã no Café com Letras já está tudo marcado. Com direito às presenças ilustres dos anfitriões paulistanos Luiz César e Alê Marucci.
Devido à correria, não consegui dizer que ontem fui ao show da Fernanda Porto, lá no Pop Rock Café.
Foi bom, mas eu confesso que gostaria de ver a fofa com uma banda, e não com um laptop ( literalmente um laptop, que eu vi passando no meio da multidão ). Enfim…valeu.
Não resisti. Do blog da Helga :

É um pouco longo, mas vale a pena ler :
MEMÓRIAS DO SÉCULO XXI
Por Max Gehringer
Hoje é 20 de agosto de 2124, quarta-feira, que no Brasil agora chama Wednesday, já que o português foi oficialmente banido quando nos tornamos o 67o Estado dos United States of Wide America, em 2095. Teve quem não gostou, claro, principalmente depois que a Floresta Amazônica virou aTropical Disney World, mas a maioria apoiou porque finalmente pôde tirar passaporte americano sem aporrinhação e passou a receber salário em dólar. É verdade que muitos brasileiros ainda conservam um ranço xenófobo, o que é meu caso, por isso este relatório está sendo escrito em nossa antiga língua-mãe, que eu só domino porque nasci lá no distante 1980. Fiz 144 anos, trabalho há 126, estou forte e saudável, mas já ouço insinuações de que minha carreira entrou no plano vegetativo. A vida corporativa do século XXII não é justa com o pessoal da sexta idade, como eu: basta a gente chegar aos 140, e começa a ser discriminado no trabalho…
Os velhos tempos me dão saudade (uma de nossas poucas palavras que entraram no Mega Dicionário Americano, como sinônimo para “senseless feeling”),apesar de quase mais nada ser como era. Por exemplo, eu nasci com unha, cabelo e dente, últimos resquícios de nossa ascendência selvagem. E na juventude pratiquei zelosamente um ato denominado “sexual” para reprodução da espécie, coisa que, hoje, a ciência simplificou muito: basta ir a qualquer McDonald’s, comprar um kit de óvulo e espermatozóide (o número 3 tem sido o preferido pelos consumidores, porque acompanha uma Coca-Cola grátis) e inseri-lo num tubo plugado a um sistema embrionário - cujo nometécnico é “tamagoshi”. Aí, é só redigitar a configuração desejada do genoma e depois ir clicando os comandos para as cargas vitais de proteínas. Simples. Em seis semanas, aparece a ficha fitoergométrica da criança, os custos de alimentação e educação e a mensagem “Are you sure you want to give birth?” Meu filho mais novo, o 365A27W648, vulgo “8″, agora deu de ser curioso e me perguntar porque no meu tempo as coisas eram tão complicadas. Eu tentei explicar para ele que o tal ato ia além da simples reprodução, que a gente sentia prazer em copular, e ele fez aquela cara de nojo, típica de adolescente recém-saído da universidade. Mas, tudo bem, ele tem só 4 anos, um dia talvez entenda melhor. Eu sei, estou divagando, desculpem. Não é das reviravoltas da natureza queeste relatório trata, e sim das relações no trabalho. Meu hiperboss vai fazer uma apresentação no mês que vem, em Urano - com o criativo título de”Como Enfrentar os Desafios do Século XXII” -, e pediu minha colaboração. Ele quer mostrar às novas gerações a evolução da interação entre empresas e funcionários ao longo dos últimos 150 anos, desde a chamada “Era Jurássica Trabalhista” (1980-2020) até o aparecimento do “Homo Pizza”, no final do século XXI. E me escolheu porque eu vivi todas as etapas do processo, além de ser o único por aq ui que ainda sabe usar algarismos romanos. Então, vamos lá:
TRANSPORTE
Os empregados acordavam de manhã e iam para seu local de trabalho dirigindo um veículo pesadão e lerdo, que funcionava queimando derivados do extinto petróleo, chamado “automóvel” - não sei bem por que esse nome, que significa “move-se por si mesmo”, já que o tal veículo só se movia sob comando humano e, algumas vezes, nem assim. Mas a maior dificuldade era enfrentar o “trânsito”, do latim transire, “ir para a frente”, e esse era exatamente o problema, já que o trânsito quase nunca ia em frente, e daí originou-se uma frase de uso muito comum, “Atrasei por causa do trânsito”, que literalmente significa “Fiquei para trás porque fui para a frente”. Ou seja, aquele povo era duro de entender. O mais incrível é que, apesar de tanta confusão e contrariando a lógica, as pessoas ainda conseguiam chegar ao que chamavam “local de trabalho”.
LOCAL
O sistema jurássico de trabalho era coletivo, e as empresas até usavam jargões como “teamwork” para incentivar essas aglomerações, sem atentar para o fato de que elas eram uma fonte de proliferação de micróbios. O ponto de encontro era o escritório, um lugar onde os funcionários escreviam, daí a origem da palavra. Eram áreas enormes, onde pessoas se amontoavam em cubículos e passavam a maior parte do tempo produzindo “documentos”, cuja principal finalidade era a de servir como evidência física de que as pessoas estavam ocupadas. Após produzidos, os documentos eram imediatamente “arquivados”, de preferência em lugares onde nunca mais pudessem ser localizados. Isso na época tinha o mesmo nome de hoje, “burocracia”. A diferença é que os atrasados do século XX faziam tudo com oito cópias, e nós, 150 anos depois, conseguimos reduzir para sete.
INDIVIDUALIDADE
O primeiro passo para erradicar o coletivismo inútil foi o “SoHo” (Small office, Home office), uma sigla surgida aí por 2000, que permitia aos funcionários trabalhar, confortável e produtivamente, em suas próprias casas. No Brasil, uma das conseqüências imediatas do SoHo foi o aparecimento de uma variante esperta, o “SoNo”. O que obviamente implicou num aumento brutal da quantidade de documentos produzidos, porque só assim os chefes acreditariam que seus funcionários estavam acordados em suas casas. Depois do SoHo veio o “SoCo”, aí por 2050. O “Co”, todo mundo sabe, significa Chip office. Foi quando as corporações conseguiram implantar um microchip em cada funcionário para controlá-lo 24 horas por dia, desde o batimento cardíaco até o nível de atividade dos neurônios. Uma das características do SoCo que mais agradou às chefias - além do comando de “wake up call” - foi a possibilidade de emitir um choque elétrico remoto quando o funcionário atrasasse a remessa d e um documento.
JORNADA
Trabalha-se oficialmente 2 horas por semana, mas já há rumores de que a jornada será reduzido para 100 minutos semanais. O que, tirando o tempo necessário para o sono e as inconveniências fisiológicas - que não sofreram alterações nos últimos 100 000 anos -, dá umas 120 horas ociosas por semana. O professor Domenico De Masi, que vive em estado de hibernação metafísica na Itália, afirma que isso é um absurdo, e defende a tese de que no futuro trabalharemos 100 minutos por ano. Mas o problema, mesmo, é que nunca conseguimos nos acostumar com o ócio. Por isso, nossa maior fonte de renda atual é a hora extra - fazemos, em média, 14 delas por dia, inclusive aos sábados.
EFEITOS COLATERAIS
Hoje, as megacorporações vêm se questionando se essa troca do trabalho grupal pelo individual foi realmente um progresso. Primeiro, porque ninguém mais conhece ninguém, já que os “colegas” viraram imagens digitalizadas. Segundo, porque todo mundo ficou sedentário e engordou uma barbaridade. E terceiro porque os antigos executivos eram estressados, e os novos sucumbem à depressão, o que acarreta muitos suicídios (ou, em linguagem ciberneticamente correta, self alt+ctrl+del). O maior guru de administração do século XXII - Tom Peters, vivendo confortavelmente em estado gasoso, num tubo de ensaio - publicou recentemente um artigo que está causando uma comoção corporativa. Ele defende a tese de que “nada substitui o contato humano”. Incrível, dizem seus fiéis admiradores, que ninguém tivesse pensado nisso ainda.
EMPREGO
Conseguir um bom emprego hoje em dia não é difícil. O duro é se manter nele, porque as exigências para resultados de curtíssimo prazo aumentam cada vez mais. O tempo médio de permanência num emprego é de 28 horas. Daí o conceito em moda ser o da habilidade para saltar de galho em galho, ou “businessbilidade”, que se resume a três fatores: experiência cósmica, formação galáctica e ser bem relacionado com quem manda.
SEXO
As diferenças entre sexos não são mais limitantes para o preenchimento de um cargo. Não porque tenha acabado a discriminação, mas porque acabaram os sexos. A antiga classificação “masculino/feminino/outros” caiu em desuso a partir do momento em que os assim chamados “homens” e “mulheres” equilibraram seus níveis de testosteronas e estrógenos. A ambivalência chegou a tal ponto que hoje os dicionários só registram a palavra “testículo” como sinônimo de “pequeno teste aplicado a estagiários”.
HIERARQUIA
Nos tempos primitivos, as posições hierárquicas eram decididas ou por competência ou por protecionismo. Mas levava vantagem quem acumulava mais diplomas. Tudo mudou a partir do momento em que foi implantado o sistema de “Transferência Integral de Informações”, pelo qual qualquer ser humano, quando completa 2 anos de idade, é acoplado a um megacomputador Deep Blue e absorve, em 15 minutos, o conhecimento acumulado pela espécie nos últimos dez milênios. Tem aí uma novíssima teoria dizendo que isso nos transformou numa raça de esponjas, e que o grande diferencial atual é saber pensar por conta própria, em vez de enfiar o dedo no nariz e dar um “retrieve”. Segundo a teoria, há uma minoria de pensantes que consegue se perpetuar nas chefias porque tem “Inteligência Psicoemocional”, ou seja, uma combinação balanceada de “instinto”, “conhecimento” e “autocontrole”. Eu acho que já ouvi isso antes, só que não me lembro bem quando foi.
RELACIONAMENTO
Os funcionários têm abertura para se comunicar fora do trabalho, desde que respeitem o conceito-chave do século XXII: Lógica Absoluta, ou seja, os assuntos devem ficar restritos aos negócios. Sentimentos e emoções, manifestações consideradas contraproducentes, estão proibidas desde 2104. Mas sempre tem quem não sabe aproveitar a liberdade: nosso maior problema social são os subversivos que se reúnem escondidos para praticar o maior delito da atualidade: rir e contar piadas. Não é por acaso que o maior best-seller desta semana é o cibertexto de auto-ajuda “Você Pode Ser Feliz, Desde Que Ninguém Saiba”.
INFERNET
A arcaica Internet, uma rede de comunicação que causou furor no fim do século XX, e que hoje é citada como exemplo de paranóia coletiva, foi substituída pela Infernet, à qual todos somos plugados logo ao nascermos. A palavra veio do latim infernus, “subterrâneo”, uma analogia a seu formato de raízes que alimentam o caule central. O caule, de onde saem e para onde convergem todas as informações, é a Suprema Inquisição, cuja regra é “Todos somos iguais perante Deus”. Sendo que Deus, como todos sabem, é Bill Gates. Embora corra por aí o boato de que quem manda, mesmo, é o ACM.
CONCLUSÃO
Em meus 144 anos, vi o futuro ir acontecendo, e aprendi pelo menos uma coisa: as previsões estavam sempre erradas. Acho que descobri o porquê. Outro dia achei um livro antigo, que já caiu em desuso por ser a negação da lógica. De qualquer forma, lá foi escrito, há milhares de anos, que cada dia é diferente do outro, exatamente “para que o homem nunca possa descobrir nada sobre seu próprio futuro” (Eclesiastes, 7, 14).
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Em 1999, no auge de uma carreira bem-sucedida que o levou à direção de grandes empresas (Pepsi, Elma Chips e Pullman), MAX GEHRINGER tomou uma decisão raríssima no mundo corporativo: abriu mão do poder e das mordomias de alto executivo para dedicar seu tempo a escrever e a fazer palestras pelo Brasil. Max escreve regularmente para VOCÊ s.a., Exame, Revista da Web!, Vip e Placar (todas publicadas pela Editora Abril). Recentemente, Max lançou seu segundo livro, Comédia Corporativa (Editora Campus). O humor e a sensibilidade dos textos de Max vêm de sua vivência prática num mundo que ele conhece degrau por degrau: seu primeiro emprego, aos 12 anos, foi de auxiliar de faxina. O último: presidente da Pullman.
Alguém sabe me dizer até quando o blogspot anda guardando os arquivos ?
antes, guardavam tudo, depois foram diminuindo a gap. agora é menos de 6 meses, eu acho.
Chegou a trilha do Houve Uma Vez Dois Verões.
Mais uma vez, a Submarino agiu rápido. Entregou em um dia e meio.
Norah Jones para começar o dia…nada melhor.
A LISTA
Bem, me pediram para fazer uma lista de presentes de aniversário.
Na verdade, eu não consegui pensar em nada que não fossem CDs.
Na verdade mais verdadeira ainda, eu vou colocar esta pequena e fácil de ser encontrada lista de cds aqui, mas não se sintam presos a ela. Vamos dizer que são apenas alguns Cds que quero adquirir atualmente. Sintam-se livres para escolherem outras coisas :
Zwan – Mary Star of The Sea
Lou Reed – The Raven
Nick Cave & The Bad Seeds – Nocturama
Groove Armada – Love Box
Frank Black - Black Letter Days
Sigur Rós - ( )
Ministry - Animositisomina
Reflexos da Noite – Violeta de Outono ( coleção Wop Bop )
Interpol – Turn On The Bright Lights
Em minha atual condição de noveleiro, eu decreto :
o personagem do Pedro Furtado - Fred - é meio indie.
Grammy ?
Ah, valeu pelo quarteto Bruce-Grohl-Costello-Zandt mandando ver em London Calling ( homenagem a Joe Strummer ), o Coldplay com a Orquestra Sinfônica de NY e a gracinha da Norah Jones.
Só.
Por que todos os comerciais de carros são iguais e querem sempre passar um conceito que pouca gente entende ?
E que agência de publicidade teve a brilhante idéia de colocar Arnaldo Antunes como trilha sonora de um destes comerciais, para o novo Renault Clio ?
Esqueci de dizer que hoje tem o Grammy Awards.
Ah, já começou.
No SBT e na Sony.
É…não ia ser ruim mesmo ver Teenage Fanclub em algum dos festivais no Brasil este ano.
Aliás, todo fim de semana eu tiro meus discos do TFC e ouço bem alto.
Isso é que se pode chamar de um findie.
Ah, o domingo…
Alguém aí quer ver Catch Me If You Can mais tarde ? Lá pelas 18 horas ?
Esqueci de dizer que vi “Houve Uma vez Dois Verões”, do Jorge Furtado.
Querem saber o veredito ? Simplesmente fabuloso. Um filme pra adolescentes muito melhor que qualquer similar americano.
E a trilha sonora com artistas gaúchos ? Tudo !










