Archive for dezembro, 2008

31
dez

Ócio criativo

30/12/2008. Ninguém afim de trabalhar na Aorta e resolvemos fazer um esforço concentrado para completarmos uma lista que já estávamos fazendo há um bom tempo. É a “Nova Proposta de Classificação Musical”. Claro, é um work in progress (ou, caetanizando, obra em progresso) e vocês podem sugerir novos artistas, tópicos ou o que quiserem. Enjoyem!

Alimentos

Damien Rice

Red Hot Chilli Peppers

Pearl Jam

Cláudia Leitte

Blind Melon

Cake

Cafe Tacuba

Infected Mushroom

Meat Loaf

Smashing Pumpkins

Secos & Molhados

Mastruz com Leite

Wheat

Mudhoney

Korn

Flying Burrito Brothers

Farofa Carioca

Peaches

Cranberries

Lemonheads

Cream

Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens

Sugarcubes

Toranja

Doces Bárbaros

Fiona Apple

Chiclete com Banana

Vegetais em Geral

Mamonas Assassinas

The Coral

Banda Vitória Régia

Herva Doce

Beth Carvalho

Leila Pinheiro

João Nogueira

História

Cold War Kids

Franz Ferdinand

Napalm Death

Manowar

Lenine

Barão Vermelho

Minerais

Iron Maiden

Mettalica

Neil Diamond

Silversun Pickups

Golden Boys

Santa Esmeralda

Silverchair

Rolling Stones

Stone Temple Pilots

Queens of The Stone Age

Época de Ouro

Natureza

Earth, Wind and Fire

Lauryn Hill

Emerson, Lake and Palmer

Black Mountain

The Fall

Silversun Pickups

Beach Boys

Toni Tornado

Cloud Room

Marcos Valle

Oasis

Vanessa da Mata

Cypress Hill

Air

The Avalanches

Demônios da Garoa

Lightning Bolt

Céu

Snow Patrol

Marisa Monte

Justin Timberlake

Hot Hot Heat

Johnny Rivers

Gêneros Musicais

Blues Travellers

Iggy Pop

Kid Rock

Celso Blues Boy

Funk Como Le Gusta

Zeca Pagodinho

Terra Samba

Aviões do Forró


Estados Brasileiros

Ney Matogrosso

Banda Black Rio

Novos Baianos

Lugares

Drugstore

Amy Winehouse

Fernanda Porto

Cornershop

Fundo de Quintal

Entorpecentes

Skank

Planet Hemp

Supergrass

Yerba Buena

Cowboy Junkies

Acabou la Tequila

Cartoon Network

Jessica Simpson

Charlie Brown Jr.

J. Quest

Ultramen

Tianastácia

Gothan Project

Buffallo Springfield

Afirmativas

Yes

Ok Go

Yeah! Yeah! Yeahs!

Clap Your Hands Say Yeah

Cores

Pink

Pink Floyd

Red Hot Chilli Peppers

White Stripes

Al Green

James Brown

Deep Purple

Barão Vermelho

Yellow Card

Rouge

White Zombie

Living Colour

Green Day

Noel Rosa

Simply Red

David Grey

Paulinho Pedra Azul

Preta Gil

Orange Juice

Barry White

Branco Mello

Samuel Rosa

Black

Raça Negra

Só Preto Sem Preconceito

Black Crowes

Black Label Society

Black Lips

Black Mountain

Black Rebel Motorcycle Club

Civilization

Tim Maia

Arthur Maia

Aztec Camera


Família Real

B.B. King

Queen

Prince

Queens of the Stone Age

Kings of Leon

Inimigos do Rei

Gérson King Combo

Nando Reis

Nomes de presidentes

Dead Kennedys

The Nixons

Bush

Compadre Washington

Lasciva Lula

Jefferson Airplane

Presidents of USA

Aretha Franklin

Genitália


Pussycat Dolls

Butthole Surfers

Dick Dale

Buzzcocks

Mundo Animal

The Animals

Phish

Arctic Monkeys

Danger Mouse

Temple of The Dog

Cat Stevens

Hootie and the Blowfish

Black Crowes

Eagles

The Byrds

Buffalo Springfield

Rynocerose

Fleet Foxes

Kings of Leon

T.Rex

Dinosaur Jr.

Pigeon Detectives

Modest Mouse

Wolf Parade

Monkees

Lobão

Chitãozinho & Xororó

Band of Horses

Whitesnake

The Doves

Eagle Eye Cherry

Nara Leão

Frightened Rabbit

Cat Power

Little Dragon

The Turtles

Marcelo Camelo

Pantera

Pet Shop Boys

João Penca e os Miquinhos Amestrados

Cachorro Grande

Falcão

Asa de Águia

Edu Lobo

Super Furry Animal

Pato Fu

Os Cobras

Charlie Parker, Bird

Bezerra da Silva

Los Lobos

MC Sapão

Ratos de Porão

Flora

Stone Roses

Guns and Roses

Rosa Passos

Lily Allen

Noel Rosa

Samuel Rosa

Insetos & Afins

The Beatles

Kid Abelha

Scorpions

Paulinho Moska

As Quatro Estações

Johnny Winters

Donna Summer

Bruce Springsteen

The Fall

Continental

America

Asia

Europe

Afrika Bambaata

We Are Family

Twisted Sisters

Jonas Brothers

The Mamas and The Papas

Fat Family

Los Hermanos

Sly And The Family Stone

Família Lima

Jungle Brothers

Feelings

Love

Tears for Fears

Do Amor

Joy Division

Little Joy

Trio Ternura

Happy Mondays

The Thrills

Do Espírito

Dio

Deus

Madredeus

Catedral

Young Gods

Jesus and Mary Chain

Nove Mil Anjos

Faith No More

Judas Priest

Renaiscense

Smokey Robinson & The Miracles

Sisters of Mercy

Madonna

Heaven

Mercyful Fate

Manic Street Preachers

Jesus Jones

Spiritualized

Anjos do Inferno

Soul Asylum

Bad Religion

The Cult

Clementina de Jesus

Nirvana

The Bishops

Moacir Santos

Genesis

Grateful Dead

Angélica

Sagrado Coração da Terra

Tribo de Jah

Música

Luiz Melodia

The Coral

Família Dó Ré Mi

Paulinho da Viola

Jackson do Pandeiro

Les Paul

Jacob do Bandolim

Oceanos

Dorsal Atlântica

Pacífico Mascarenhas

Medicina

Spin Doctors

The Cure

The Strokes

We Are Scientists

The Germs

Dr. Dre

Dr. Silvana

Placebo

Números

Magic Numbers

Zero7

U2

US3

Jackson Five

Gang of Four

Eletric Six

L7

Nine Inch Nails

Ten Years After

Maroon 5

Matchbox 20

13th Floor Elevators

10000 Maniacs

50 Cent

2Pac Shakur

Finger Eleven

UB40

CPM 22

Gang 90

Pavilhão 9

Militar

Nelson Sargento

Kaiser Chiefs


Moving


Metrô

I like trains

Rádio Táxi

The Subways

Bonde do Tigrão

The Cars

Jefferson Airplane

Led Zeppelin

Coisas

Spoon

Juca Chaves

Scissor Sisters

Bidê ou Balde

Can

Tool

Television

The Doors

Alicia Keys

Cartola

Autoramas

TV on the Radio

LCD Soundsystem

Móveis Coloniais de Acaju

Alexandre Pires

Kid Vinil


Cidades


Sidney Magal

New York Dolls

Paris Hilton

London Beat

Beirut

Hanoi Hanoi

Chicago

Boston

Banda Black Rio

Miami Sound Machine

Buffallo Springfield

Fafá de Belém

Architeture in Helsinki

Nei Lisboa

Nazareth


Bairros


The Ipanemas

Copacabana Beat


Países

Chico Buarque de Hollanda

Beto Jamaica

Henrique Portugal

Oswaldo Montenegro

O Corpo Humano


Heart

Faces

Flaming Lips

Eagle Eye Cherry

Finger Eleven

Radiohead

Portishead

Talking Heads

Mano Negra

Smash Mouth

Bad Nose

Third Eye Blind

Claudinho e Bochecha


Profissionais


Dr. Dre

Engenheiros do Hawai

Men at Work

Mike & The Mechanics

Dr. Silvana

Spin Doctors

Architeture in Helsinki

The Carpenters

Zeca Baleiro

Agrupamentos sociais

Legião Urbana

Plebe Rude

Nenhum de Nós

Siglas

EMF

REM

RPM

B2K

CPM-22

31
dez

2008/2009

Hora de fazer a retrospectiva? Nada. Desta vez vai ser tudo diferente.

O ano mais corrido da minha vida (parece que ontem foi janeiro) não poderia terminar de forma diferente. Nada de posts quilométricos, dizendo mês a mês o que aconteceu no mundo, na cultura e nas internas.

Vale apenas dizer que 2008 foi semi-foda (umas coisinhas chatas apenas) e que 2009 vai ser muito mais. Disso eu tenho certeza.

Vamos lá comemorar, bebemorar porque todos merecemos!

Até o ano que vem.

30
dez

Casamento indie

Ninguém me avisou que Ben Gibbard e Zooey Deschanel namoravam. Pior! Eles vão se casar! Meu mundo caiu.

27
dez

O feriadão, até agora

Tempo de reflexão, tempo de rever os planos, tempo de blá blá blá.

Aqui, como todos os anos, Natal é tempo de colocar a vida cultural em dia. Some-se a isto um fim de ano chuvoso em Belo Horizonte e o resultado é uma total imersão em livros, música e, principalmente, filmes e séries. Vamos ao balanço da última parte, até agora:

1. Cadillac Records. A história da Chess Records e de seus fundadores, Leo Chess e Muddy Waters. Entre muitas histórias de álcool, duelos musicais e talentos subestimados, ótimas performances de Mos Def (Chuck Berry) e Beyoncé (Etta James) para ficarmos em apenas duas. De quebra, fui procurar uma espécie de coletânea da gravadora e encontrei isto. Ítem obrigatório para quem gosta de boa música.

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2. JCVD. Um filme bizarro. Jean Claude Van Damme interpreta ele mesmo, Jean Claude Van Damme. Um ator decadente que volta para sua terra natal, em busca de novas oportunidades na carreira. Lá chegando, se envolve em um mal entendido, sendo tomado como um ladrão de uma loja dos correios. Se não por toda esta bizarrice, já valeria por um monólogo dramático do próprio Van Damme, mostrando toda sua capacidade dramática. Sim, você leu isso. Um monólogo de Van Damme. Está esperando o que para baixar?

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3. Mad Men - segunda temporada. Se não é a melhor série dramática da atualidade, rivaliza com outras poucas (True Blood, talvez). Se na primeira temporada fomos apresentados a Don Draper, sua família e o cotidiano da agência de publicidade Sterling Cooper, onde ele ocupa o cargo de diretor de criação, na segunda temporada assistimos a uma espécie de desconstrução disto tudo. Sua família, a agência e o mundo que o circunda. De quebra, vemos alguns dos personagens secundários indo para caminhos bastante interessantes, como a ambiciosa Peggy Olsen (Elizabeth Moss), a deliciosa Joan Holloway (Christina Hendricks) e, principalmente, a esposa de Draper, Betty (January Jones). De quebra, o casal central, Don e Betty Draper, são dois dos personagens mais ricos já vistos na tv. Some-se a tudo isto as intepretações magistrais de Jones e Jon Hamm e temos uma série imperdível. Vi os treze episódios quase que de uma sentada e mal posso esperar pela terceira temporada.

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25
dez

Mortes do Natal

Tem sempre gente graúda morrendo no Natal, já repararam? Será o medo do bom velhinho?

Desta vez foram Harold Pinter e Eartha Kitt.

24
dez

Então é Natal

Não se preocupem, não vou cantar a música da Simone.
Este ano não mandei cartões de natal, não comprei presentes e mal desejei Feliz Natal para as pessoas.
Nunca tive um Natal tão corrido. Não entrei no clima natalino em nenhum momento e acho que vou passar batido no clima.
Mas, enfim, como é Natal e não tem com fugir, comerei o peru hoje à noite (opa!), almoçarei amanhã e dormirei muito nestes próximos dias para compensar o que não dormi nas últimas semanas.

E antes que me chamem de mau humorado, tenho apenas mais uma coisa a dizer: odeio os últimos 15 dias de dezembro. Ok. Podem me chamar agora.

Fiquei aí então com um belo cântico natalino:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Ih2sjlmMSeE&hl=en&fs=1]

23
dez

Aleluia

Leonard Cohen emplacou a mesma música na parada de sucessos britânica três vezes. Em primeiro lugar, com Alexandra Burke, em segundo com Jeff Buckley - graças aos fãs buckleyanos que fizeram campanha na internet para que a música subisse nas paradas - e em 36º com o próprio Cohen.

Já que o Natal está aí, nada mais justo e apropriado.

Aliás, com exceção da versão da Burke, recomendo veementemente ouvir as outras duas. Principalmente a de Buckley, que o próprio Cohen diz que é a versão definitiva de sua música.

22
dez

Astral Weeks ao vivo

Van Morrison tocou seu clássico na íntegra em dois shows em Los Angeles, no mês de novembro.

Agora, graças aos bons deuses da músicas, ele resolveu lançar em disco.

Mas, enquanto isso, você pode ver (e ouvir) uma amostra do que foram estas apresentações:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qqRF0efmV3c&hl=en&fs=1]

21
dez

Amy Winehouse de topless

Tenho certeza que o número de acessos deste blog vai bombar agora. Mas por um bom motivo.
Era o que faltava, não acham? Amy+nua+na+praia+pagando+peitinho.

Vamos à foto, para quem ainda não acredita que isso aconteceu.

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21
dez

As discípulas de Inri atacam novamente!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=XS0ktNjpqpY&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=pt-br&feature=player_embedded&fs=1]

21
dez

Twilight

E então eu fui ver o filme-sensação da temporada, “Crepúsculo”, ou “Twilight”, baseado em livro da Stephanie Meyer, que eu não sabia que era um fenômeno.

Sim, o filme é adolescente, centrado numa história de amor entre uma garota e um vampiro, tem trilha sonora com bandas de rock e tudo mais necessário para bombar nas bilheterias. E bombou.

Mas sabe o que mais? Eu curti pra caramba! É imprescindível assistir a esse filme em uma sessão lotada de adolescentes com os hormônios pululando, que suspiram, gritam e ovulam muito quando o vampirão dá o primeiro beijo na frágil Bella.

É cinemão, é hollywood, é bem feito. E eu gosto. E se você tem preconceito com sessões de cinema lotadas, gritarias, pipoca e tudo o que isto env0lve, só posso lamentar. Cinema também é assim.

capa-do-filme-twilight

20
dez

Little Joy na KCRW

Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro se apresentaram no melhor programa de rádio do mundo (na minha opinião, é claro). Você ouve aqui.

E quando foi que Nic Harcourt saiu da rádio e do programa???? Fiquei um pouco órfão.

20
dez

O novo indie

O Lúcio, que muita gente ama e muita gente odeia, fez um texto sensacional, identificando os novos tipos de indie que existem por aí. Confesso que dei muitas gargalhadas e vi direitinho quem se encaixa em cada uma das categorias. Vale a pena reproduzir aqui:

QUE TIPO DE INDIE É VOCÊ?

Teve uma época, não faz muito tempo, que o indie era um ser bizarro, esquisito, de gostos estranhos, mas ainda assim um ser etéreo, que alguns até sabiam que existia, mas nunca tinham visto um. Ninguém, a não ser a turminha próxima, o conhecia e reconhecia como tal. Tempos depois, há uns quatro/cinco anos, o indie foi parar até na “Veja” (acho que a SP), que fez um daqueles toscos e estúpidos “o que é”, apontando o que vestia, calçava, quantos bottons precisava usar, onde ia, o que comia. O ser indie passava a ser real, ganhava uma cara perante as pessoas “normais”.

Hoje em dia, populoso e multiforme, tipo um monstrinho de vários tentáculos, nem eu entendo mais exatamente “o que é” o indie.

A cada ano que tem passado ele me impressiona. Sempre gostei do papo indie x mainstream e de perder tempo com isso. Só que hoje temos tantas vertentes para botar na roda que a discussão fica muito mais interessante. Sou só eu ou vocês também acham que em 2008 o indie NÃO morreu (como se previa)? É impressão minha ou ele passou por umas metamorfoses estranhas e…
Bom, sem querer abusar da manjada pauta antropológica “tribos”, mas já abusando, o “conselho Popload” listou aqui toscamente alguns do vários tentáculos indies que surgiram e/ou se fortaleceram neste ano. Você deve se encaixar em um deles. Ou não. Mas avisa aí qual é a sua para eu atualizar a lista. E claro, estamos de olho em 2009 para ver onde tudo isso vai dar:

* o indie-fenômeno: do tipo Mallu Magalhães. Não preciso nem resumir a história, essa você já cansou de ler. Quem será o indie-fenômeno nacional de 2009? A sua sobrinha de 6 anos? Ou vai ser aquela banda que acabou de se formar via Facebook, postou os links do MySpace no twitter e daí…

* o indie-folk: é só checar qualquer lista de melhores do ano e o neo-folk vai estar lá. O cara indie-folk é intelectual. Acha que festa em clubinho não está com nada. O que pega mesmo são as festas nas casas, com a turminha, (pouca) cerveja, (pouco) ‘clima de paquera’ e muita música. Além do novíssimo folk dos Fleet Foxes, ele também curte um indie-clássico (Pavement no máááximo), algumas obscuridades da MPB e barulhos experimentais e matemáticos. Tem um violão, escreve melodias e tem uma banda folk, mas também um projeto solo. Curte o visual lenhador: barba e camisa xadrez. Freqüenta as casas dos amigos e a festa quinzenal Folk This Town, no Bar B (Santa Cecília). Olha só o release da festa: “A Folk This Town abre espaço para os violões, sussurros e um clima mais intimista – nada de “pista fervendo”, o negócio é gente sentada, boa companhia e ótimo som.” Este sábado é a sua grande chance de engrossar o movimento. A turma indie-folk se apresenta na ótima festa La Pastie de la Bourgeoisie (detalhes acima)

* o indie-de-boa: aquele que tanto faz como tanto fez. Pode ser um cantor folk de quem ele nunca ouviu falar, uma banda qualquer de Pernambuco ou um trio sueco. Ele está em todas. Quer conhecer coisas diferentes e está aberto a novidades. Freqüenta o Studio SP, escuta a Oi FM e de dia veste a roupa de firma, mas à noite tira o All Star do armário.

* o indie-Global: é o fã da “banda da Capitu” (Beirut, para os íntimos). Ou da “banda do assobio da novela” (coitados dos Peter Bjorn & John). O indie que não sabia que era indie até ficar fissurado pela trilha do “Grey’s Anatomy”. Digamos que esse tipo de indie global, democrático e das massas, por assim dizer, chegou onde não se podia sonhar. Dos bombados seriados de TV internacionais, a reality shows culinários, passando pelas novelas globais, novelas não globais, trilha do “Fantástico”, comerciais e games.

* o indie-do-indie: de todas as “tribos” (ops, escapou) do indie, talvez a mais antiga delas seja a dos indie-do-indie, ou, os indie xiitas. E talvez seja também a mais confusa. Não querem ficar famosos, não querem reconhecimento, não querem virar capa de revista, não querem entrar em nenhuma lista de ”Melhores do Ano” e muito menos ganharem resenha no Pitchfork. Pense na festa Albatroz do Milo, na noite da Peligro no Neu e na Festa Mágica da Livraria da Esquina. Nada de música para cantarolar, ou aquela que você ouviu na rádio, ou aquele remix bombado… Nem pense em pedir Kings of Leon, por exemplo. E, se chamar o lugar de “baladinha rock”, não entra.

* o indie-contestador: adora reclamar. Acha que sua missão na Terra é exterminar o lado negro da força: o HYPE. Tal banda é fabricada, tal CD é mais do mesmo, leu na “Uncut” a “verdadeira” história da banda X, tal show é presunçoso, essa banda não vai durar um mês, a música não é mais como era antigamente, a molecada não sabe de nada, no meu tempo blablá… Esse é o cara que, entre o show do Jesus & Mary Chain e do Foals, escolheu o primeiro. Não sabe quem é Foals, não quer saber e cospe em quem sabe. Ele lê blogs de música, mas diz que é só para falar mal. Prefere comprar CD nas lojas, mas na verdade ainda não aprendeu a baixar mp3. Freqüenta shows de bandas ressuscitadas ou vai a discotecagens de integrantes de bandas ressuscitadas. De tão contra o indie, o indie-contestador acaba virando um indie-mor, um outro tipo de indie xiita (percebe para onde vão os tentáculos do indie?). Gosta de hip hop africano, metal árabe, e rádios neo-zeolandesas.

* o indie-publiça: galera publicitária e cheia da grana que dá (quase) a volta ao mundo correndo atrás de shows. Porque eles podem. E porque entre um cruzeiro nas Ilhas Gregas e uma passagem para ver Franz Ferdinand no clubinho The End em Londres, o último é muito mais interessante. A festa quinzenal Party Intima (no bar Audio Delicatessen) está cheio deles. É indie-coisa-fina.

* o indie-geek: ele sabe de todas as baladas, de todas as festas, de todas as estréias no cinema e de todos os novos torrents do dia. Assina todos os blogs que vê pela frente e é um poço de links: de vídeos bizarros no YouTube a links em primeira mão para todos os CDs que vazaram no minuto. Apesar de tudo isso, ou por causa de tudo isso, sai pouco. Quando sai. Bem mais “humilde” que o indie-publiça, na maioria das vezes não tem dinheiro para tanto festival acumulado, mas se contenta em ver tudo pelo YouTube alheio ou pelas coberturas do Twitter. É aquele que só faz mixtape para namorada se for via Rapidshare. Aliás, os dois só se encontram no MSN. Mesmo que trabalhem na mesma sala. O indie-geek adora com a mesma intensidade o seriado “Battlestar Galactica” e o DJ Yoda.

* o indie-fashionista: nem só de eletrônico vive o povo da moda, Brasil! Das trilhas dos desfiles às pistas fervidas, o indie bombou remixado. A pista só não vira passarela porque não tem espaço. Os indies-fashionistas se produzem como se cada passo fosse um flash. Como se cada DJ fosse um paparazzo. Carão, cabelão, glamour, montação, salto alto e pegação. A festa VAI, no Gloria, que o diga. O pretinho básico não é recomendado.

* o indie-carimbó: ele abomina a lambada, mas requebra o quadril ao som da banda indie Do Amor, que faz uma mistura nonsense de rock + lambada + technobrega + MPB. É carimbó distorcido, quase que um Calypso encontra Los Hermanos. E atenção! O Rio de Janeiro tomou pra si o movimento e migrou “a parada” para as pistas de rock. O culpado disso tudo é o DJ hype carioca João Brasil. Dizem que a deliciosa versão lambada (aka, “Tropical Remix”) que ele fez para “Left Behind” do CSS coloca fogo na pista. Já foi nas explosivas Festa Calzone, que costuma rolar em Botafogo?

* o indie-festa: é trabalhador, responsável, mas… bebe até cair, sai todos os dias, vai para o trampo direto da balada, se joga no karaokê rock, adora bancar o DJ nas festas dos amigos, abraça geral e adora demonstrações públicas de afeto. Um fanfarrão. Dá uma espiada na festa Funhell da Funhouse ou na picape da festa CREW do Gloria. Sim, a festa pega dentro da picape mesmo.

* o indie-porra-lôca: ele simplesmente extrapolou na fase indie-festa. Faz todas as coisas acima, mas nunca sabe quando parar. Adora palavrões, barraco e rock n rolllll garageiro. Dança fazendo chifrinho com as mãos, fazendo air guitar. Desceu a Augusta, passou pelo Inferno, caiu na OUTS, entalou no banheiro e por aí vai. Lê o blog do Finatti.

* o indie-celebrity-stalker: não costuma sair muito de casa, mas se ele souber do menor boato que a banda X vai ao lugar Y, ele corre. Atravessa a cidade para encontrar o Michael Stipe na pista e fingir que não sabe que é o Michael Stipe na pista. Música aqui é o de menos. O que vale é dançar com a Madonna, dividir a champagne com o MGMT ou segurar a porta do banheiro pro Michel Gondry. O indie-stalker se deslumbra, mas mantém a pose. Não tira fotos e prefere fazer a íntima. Solta um “bye Michael!” no final. Freqüenta - se estiver na lista, claro - o “Bar Secreto”, o bar que continua “sem nome”, mas já não é mais secreto.

20
dez

Nenhuma Linha no Horizonte

Um título um tanto quanto pessimista para um disco do U2, não acham?
Mas “No Line On The Horizon” é sim o título do disco, que chega em março, segundo a Universal.
Daniel Lanois disse que o disco vai revolucionar o rock. Muito medo desta afirmação, mesmo porque depois disso já se espera muito do trabalho.
Deixando isto tudo de lado, se eles seguirem a trajetória dos dois últimos, não vão revolucionar nada, mas farão mais algumas belas canções.

19
dez

Kraftwerk e o Radiohead

Os veteranos alemães vão abrir os shows do Radiohead em março, no Brasil. Foda!

18
dez

Cinquentão

Eu sei que é só pegar o calendário e somar, porque a matemática não falha, mas confesso que fiquei um pouco chocado hoje quando descobri que Mike Mills, do R.E.M. fez 50 anos esta semana.

17
dez

Little Joy no Brasil

Olha as datas:

27/01 - Porto Alegre
Local: Bar Opinião

28/01 - São Paulo
Local: Clash Club

30/01 - Belo Horizonte
Local: Festival Freegels

06/01 - Rio de Janeiro
Local: Circo Voador

17
dez

Cláudia Leitte, poetisa

Eu juro que não tinha ficado sabendo disso. Segundo o G1, Leitte escreveu um poema para sua sobrinha, em abril, e mandou para a imprensa. Desnecessário tecer qualquer comentário acerca da qualidade do dito cujo.

Vamos a ele:

“NON OMNE QUOD LICET HONESTUM EST.”

Gosto de criancas.
Tem aquelas mais espertas, as quietas.
Ateh as mais sapecas sempre dao paz.

Criancas sem dentes,
Criancas que riem,
Criancas na praia,
Criancas nao sao iguais.

Seus sorrisos sao verdadeiros
Em suas mentiras nao ha desespero
Sao soh fantasias,
Ou medo dos pais

Uma crianca eh como uma estrela
Estamos no ceu se podemos te-la
Olhamos para o ceu se queremos ve-la.

E lhe ensinamos:
A soltar pipas,
Fazer rimas,
Ou um barco, se nao gostar de rimar.

“Vah a escola,
Coma sua merenda,
Sonhe!
Aprenda!

Porque quem sonha alimenta o futuro,
Pode ateh temer o escuro,
Mas sabe que tudo pode superar.”

Crianca brinca o dia inteiro.
“Volte pra casa, menino, entre logo no chuveiro
Depois vah se alimentar…”

“Se nao comer, nao brinca,
Se nao estudar, nao vai ao aniversario da Julia.
Se voce errou, nao minta.
O que voce fez assuma.”

A educacao, o cuidado.
O amor, o preparo.
Privilegios para poucos,
Anseios dos “loucos”?

Pipa, Papel.
Hein?
Barco.
“Nao, Senhor, eu fugi de trem.”

Escola?
“Ah! Merenda.”
Se comer, apanha!
Quer viver, aprenda!
Aprenda logo a roubar.”

Quantos anos voce tem?
“Aqui eh terra de ninguem,
Nao tem aniversario,
Mas eu pratico o conto do vigario,
quer que eu te ensine tambem?”

Nao ha respeito.
Nao ha lei.
Todo dia uma crianca morre,
Ninguem diz: “eu matei”.

Pedofilos, Parasitas, Patifes
e ateh um bando de Politicos.
Baratas, Barbeiros e outros mosquitos.

Uns repousam sobre as feridas e as remelas,
outros trazem febre, que nao importa se eh amarela,
fazem a crianca colorida, acinzentar.

Barrigas grandes de vermes,
Braços pequenos carregando armas.
O menino que nao sabe se defender,
Aprende que tem que matar para nao morrer.

Silencio de um povo que segue
Porque o seu umbigo eh a piscina onde se nada.
Nada. None!
Todo dia uma criança some.
Nada! E mais Nada!
Todo dia tem uma violentada!

Ninguem faz absolutamente nada!
Ninguém eh suficientemente homem.
A gente se senta e come
Enquanto a criança eh enterrada!

Umas são espancadas,
Outras caem de um arranha-ceu
Uma família eh indiciada,
A outra experimenta do mais amargo e puro fel.

Minta, chore, mas corra.
“Ei, menina, não conte a ninguém,
Ao que eu disser, diga: amem
Essa eh a lei, ou então morra.”

E o silencio sempre reverbera.
Nesse mundo onde a beleza impera,
Nao tem espaco para a crianca sonhar.

E a gente que nao eh crianca,
Nem pensar em cochilar!
Pedir a Deus pra nao nos deixar sentir a dor da mae de Isabella,
Acreditar na historia da Cinderela
E continuar a caminhar.
Se “nem tudo que eh licito eh honesto”,
Apenas a confianca no PAI nos ajuda com o resto.

17
dez

Nick Hornby

O homem por trás de Alta Fidelidade e Um Grande Garoto, dentre tantos outros livros bacanas, também fez sua lista dos melhores do ano. Por mais que você não conheça uma coisa ou outra, vale a pena procurar porque Hornby tem bom gosto.

Favourite songs of 2008:

Make The Road By Walking - Menahan Street Band
You Don’t Know Me - Ben Folds and Regina Spektor
Great Expectations - Gaslight Anthem
Chasing Pavements - Adele
Cleveland - Luke Doucet
Magic - University of Chicago Voices In Your Head
Hang On - Dr Dog
Did You Miss Me? - Lindsey Buckingham
Murder In The City - Avett Brothers
Run Run - Those Dancing Days

Favourite albums:
Little Joy
Vampire Weekend
The ‘59 Sound - The Gaslight Anthem
Thing Of The Past - Vetiver
49.00 - Paul Westerberg

16
dez

Carnaval chegando

Que tal você aprender a fazer seu próprio hit-axé-do-verão?

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ZtldeaI1050&hl=en&fs=1]




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