Não, este não é um post sobre o 7 de setembro, mas sobre o novo Estádio de Belo Horizonte. Ou, o velho novo estádio.
Minha memória pode estar falhando, mas acho que minha última vez em um estádio deve ter sido em um Brasil x Argentina, nas eliminatórias para a Copa de 2010, no saudoso Mineirão. Claro, para ver futebol. Depois disso, estive em estádios para shows. Resolvi voltar para ver o que fizeram com o velho Campo do Sete.
Sem querer fazer trocadilhos, mas já fazendo, o Independência ficou isso, então: um show. Lá dentro cadeiras novas, bares, banheiros, visiblidade, tudo funciona. Os tais assentos com visibilidade reduzida até dão um certo charme ao evento, pois a torcida fica em pé, debruçada nos anteparos, como na Bombonera, por exemplo.
O tamanho reduzido transforma o estádio em um caldeirão. A pressão em cima dos jogadores é enorme e o público fica muito, mas muito de perto mesmo.
No primeiro teste com a torcida do Galo, passou com ressalvas. Dois pontos, principalmente, precisam ser corrigidos:
- A entrada. Poucos portões abertos e catracas que não funcionavam transformaram as filas em quilométricas. E elas não andavam. Sim, fomos obrigados a furar sob a pena de perdermos todo o primeiro tempo. E deu pra perceber que grande parte das pessoas perdeu o primeiro gol.
- A saída. Belo Horizonte não tem táxi e isso ficou exacerbado na saída do jogo. Fomos obrigados a andar até a Rua Hermilo Alves, em Santa Tereza, para conseguir um, que por um acaso estava deixando outros passageiros no local. Custa montar um ponto de táxi no local, uma fila e organizar tudo?
No mais, as torcidas podem ter certeza que tem uma casa digna no meio de Belo Horizonte. Ir a um jogo no Independência vale muito a pena por conta do acesso fácil e da distância para o centro da cidade.
No mais, o jogo…….ah, deixa pra lá.