Todo mundo sabe que eu assisto American Idol desde o início, mas gosto mesmo é da fase final, quando sobram os Top 10. Ao contrário de todo mundo, que prefere a fase inicial, com os candidatos sem noção. É legal, mas depois de 11 temporadas isso cansa um pouco.
Até porque eu gosto de fazer uma análise da música americana – e, consequentemente, mundial – que vai dominar as paradas pelos próximos meses, anos. E a constatação deste ano é boa e ruim, ao mesmo tempo.
Ruim porque a estética whitneyhoustoniana é quase imbatível na preferência do público. Basta ver a reação do público diante das performances vocais berradas. Quanto mais os candidatos berram, mais o público gosta. E os que cantam bem mas não berram, caem pelo caminho.
No entanto, o vencedor deste ano me intrigou. Ok, ele ganhou porque é bonitinho, mas se fosse só por isso, o público colocaria outro bonitinho na final a seu lado, como o Colton Dixon. Phillips Phillips ganhou porque é bonitinho, tímido, muito talentoso e tem estilo.
E, contrariando todas as expectativas, mostrou uma música na final que pode ser o começo de algo. No melhor estilo Fleet Foxes meets Mumford & Sons, “Home” é delicada e discreta, sem vocalizações. Quanto todo mundo imaginava que ele viria com uma cópia de alguma coisa da Dave Matthews Band (que ele demonstrou gostar durante toda a temporada), ele fez suas melhores performances com uma canção de Bob Seger (“We’ve Got Tonight”) e com esta “Home”.
Pode não significar nada, até porque todos os antigos finalistas do American Idol gravaram discos horrorosos. Mas não custa renovar as esperanças, já que isto acontece no programa de maior audiência da tv americana.
Eu assisti a várias temporadas de American Idol e devo concordar que, finalmente, uma música da final deixa boa impressão. A “Home” me lembrou um pouco o estilo do Coldplay, com o ô ô ô ôôôô e a marchinha…
Tenho muita esperança de que o Phillip(s) siga o próprio estilo e não debande pra musiquinhas vendáveis, acho a voz dele boa e agradeço aos céus que não seja mais um cantor country, de baladas gritalhonas ou essas músicas modernosas (dance? pop-dance? tecnopop?). No passado eu tinha gostado muito do David Cook, mas o CD dele foi tão POProck que me desapontou.