Porto, Braga, Guimarães, Peso da Régua, Coimbra, Fátima, Cascais e Lisboa. Em pouco mais de uma semana, passei por todas estas cidades de Portugal e mais algumas outras menores pelo caminho.
Confesso que Portugal e seu interior nunca me fascinaram. Nunca estiveram na lista de lugares que eu deveria visitar antes de morrer, mas quando a idéia me foi proposta por uma amiga, acabei topando exatamente por ser um lugar fora do meu espectro.
O que tiro de minha viagem por Portugal é que, à parte a aula de história, é um país aconchegante, que aprendeu a conviver com o antigo e o novo, sem perder nenhuma das características de um e de outro. Talvez o maior exemplo disso esteja na Casa da Música, no Porto. Uma construção maravilhosa, moderníssima, em meio a todas aquelas igrejas e prédios históricos da cidade.
Confesso que me emocionei em Fátima. Nunca fui uma pessoa religiosa e Fátima era um local que pensei que nunca fosse visitar. Mas fui e talvez tenha sido o ponto alto de nossa road trip. Ver a fé das pessoas, andando de joelhos ao redor do altar erguido no mesmo local onde Nossa Senhora apareceu para os três pastores me emocionou profundamente. Fiquei ali olhando aquela cena, parado por vários minutos, imaginando o que se passa nas cabeças, e principalmente nas almas daquelas pessoas.
E Lisboa….bem, com o auxílio precioso de um amigo nascido e criado na cidade, a passagem por lá foi ainda mais agradável. Fui a lugares que definitivamente não iria se estivesse sozinho. Com destaque para dois grandes restaurantes: o Solar dos Presuntos e sua comida simplesmente divina; e o outro (que me esqueci o nome) na Cidade Alta, em meio às ruazinhas históricas, e com uma comida caseira absurda de boa. Isso sem falar na visita à grande casa da música independente portuguesa (Music Box) e um bom show de uma banda emergente – Corsage – com um show baseado em seu novo disco, “Música Bipolar Portuguesa”.
Agora chegou a vez da parte espanhola da viagem. Já cheguei a Madrid e amanhã tenho um encontro com The Boss no Estádio Santiago Bernabeu. Depois, Barcelona e mais alguns relatos de viagem.
Abaixo, um dos grandes momentos da viagem até agora. O vinho que tomamos no restaurante DOC, às margens do Rio Douro.