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Robert Plant em BH

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Terence Machado cravou: Robert Plant em BH em outubro. Portanto, para celebrar, que tal ouvirmos um pouco do show dele no Bonnaroo, ano passado? Eu estava lá e digo: emocionante. Mas atenção para o tipo de som que ele faz. Não é mais roquenrouledzeppelin, ok galere? A banda não é esta (Band of Joy), mas a nova (Sensational Space Shifters) vai na mesma onda.

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Dr John e Dan Auerbach

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Bom dia com Dr John e Dan Auerbach. No ano passado, enquanto os Strokes se apresentavam no Bonnaroo, estas duas grandes figuras ocupavam outro palco para uma superjam em homenagem a New Orleans. Os dois + uma banda de doze músicos fizeram um encerramento mais do que especial do festival, que tive o privilégio de assistir. Ontem, ouvindo o discaço novo do Dr John, me lembrei deste privilégio e fui procurar videos. Aqui está um deles, sensacional!

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Boa música ao redor do mundo

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Fiz esta matéria para a Revista Hit que chegou às bancas hoje, falando da minha experiência de viajar pelo mundo em busca de festivais e da boa música. O enfoque foi mais na viagem propriamente dita do que nos shows. Enjoy!

BOA MÚSICA AO REDOR DO MUNDO

Para a maioria dos turistas brasileiros que viajam para o exterior pela primeira vez, visitar lugares históricos como a Torre Eiffel, em Paris ou a Catedral Sagrada Família, em Barcelona, já é um prazer supremo. Entretanto, para outros, é preciso buscar algo mais. Assim, tem crescido nos últimos anos, uma modalidade bastante interessante: a viagem segmentada. E uma das que mais tem angariado adeptos é o turismo musical.

O turista musical não quer apenas ir a shows de seus artistas prediletos. Ele quer ir aos maiores festivais de música do mundo. Assim, nomes como Glastonbury, Coachella e Lollapalooza e suas escalações gigantescas se tornaram conhecidos no Brasil e já frequentam a mídia especializada. Viajar para um destes grandes festivais é ir atrás da boa música, mas é também passear pela região onde ele está inserido.  Longe de querer ser um guia, o intuito desta matéria é passar um pouco de minhas impressões e lições aprendidas com algumas viagens musicais, ao longo dos últimos seis anos.

Em primeiro lugar, é bom você já ir se acostumando: para encarar um festival, é preciso muita disposição. Todos eles acontecem em áreas gigantescas, com vários palcos, distantes um do outro e não existe outra maneira senão andar muito entre eles para conseguir assistir a (quase) tudo. Some a isto o fato de eles acontecerem no verão do hemisfério norte, onde as temperaturas chegam frequentemente a 40 graus. O ideal é arrumar uma mochila com capa de chuva, protetor solar, uma garrafa de água que você vai reabastecer a cada meia hora (a água, em grande parte dos festivais, é fornecida gratuitamente), um chapéu e colocar um ténis confortável. Nada de roupas quentes. Prefira bermudas e camisetas.

De todos os festivais em que estive, dá pra cravar que o mais charmoso é o FIB Heineken, ou Festival de Benicassim, que acontece num balneário no sul da Espanha. Para chegar até lá, a maneira mais fácil é voar até Barcelona e completar o trajeto de trem. Mal comparando, Benicassim está para Ibiza como Cabo Frio está para Buzios. Não tem o glamour de sua vizinha badalada, mas as praias banhadas pelo Mediterrâneo se transformam no ponto predileto da juventude inglesa no verão, que invade a cidade em busca de sol, água fresca, camping e atrações como The Stone Roses, New Order, Florence & the Machine e David Guetta, todos já confirmados para a edição deste ano. Para se hospedar, a dica é pegar um hotel perto da praia, apesar de o festival ser do outro lado da cidade, ou montar sua barraca nas enormes áreas de camping. Não se preocupe com a distância. Benicassim é uma cidade pequena e é possível passear a pé por todos os lugares e ir para a área do festival sem utilizar qualquer tipo de transporte público. Como os shows começam mais tarde, por volta das 17 horas, o programa perfeito é acordar cedo, ir para a praia, almoçar em um dos muitos restaurantes no centro da cidade e caminhar até o festival no fim da tarde. E aí, haja disposição para ficar lá até 5 da manhã, quando a última atração se despede do público.

A integração cidade/festival é sempre fundamental e em outro deles pude observar isto bem de perto. O Les Eurockeennes acontece na pequena cidade francesa de Belfort, quase na fronteira com a Suíça. Para chegar até lá, é mais fácil voar até Paris e encarar mais 4 horas de trem. Quando estive, em 2008, a convite do evento, pude perceber que a cidade inteira trabalha de forma voluntária para que ele aconteça. Todos sabem que o Eurockeennes é importante para toda a região. É comum, inclusive, pessoas deixarem suas casas e as alugarem para os chamados “festival goers”. A hospedagem naquele ano foi neste clima. Ficamos alojados em uma espécie de internato rural, a 1km da entrada do evento. Durante as férias escolares, o belo prédio vira ponto de apoio da produção, que se muda para lá e aproveita para receber os convidados de fora. As instalações são bem simples, porém muito novas e arrumadas. Todos os dias acordávamos, íamos para o café da manhã ao lado da equipe de produção e rumávamos para o Eurockennes a pé, onde encontrávamos as hordas de fãs da boa música, que saíam dos campings e pegavam a mesma estrada. Se naquele ano vimos atracões de peso como Ben Harper, Moby, The Gossip e Massive Attack à beira de um magnífico lago, quem for à edição 2012 será brindado com ninguém menos que The Cure, já confirmado como o principal nome.

Saindo da Europa e indo para os Estados Unidos, o nome que vem logo à mente é o californiano Coachella, atualmente o maior festival do país. Mas se você prefere se embrenhar nas raízes da música norte-americana, a dica é o festival Bonnaroo, que acontece nos arredores de Manchester, no Tennessee, a uma hora de Nashville. E ali o barato é chegar antes, conhecer a capital da música country, seus bares e pontos turísticos, para depois ir até Manchester, até porque nos mesmos dias do Bonnaroo acontece em Nashville o maior evento de música country do país, o CMA Festival. No quesito hospedagem, a dica é pegar um hotel perto de Manchester e alugar um carro para ir e voltar todos os dias. De todos os festivais que estive, este é o que mais exige disposição, pois sua área é gigantesca e o interior do Tennessee é muito quente. O calor em 2011 chegou a 40 graus. E aí, depois de curtir os 4 dias, vale muito dar um passeio e conhecer a região, principalmente a simpática Lynchburg, a 20 minutos de Manchester, para uma visita ao alambique de um dos whiskys mais famosos do mundo, o Jack Daniel’s. O tour combinado a um almoço na praça da cidade, logo ao lado do alambique, tornam a viagem ao Bonnaroo ainda mais agradável. Para 2012, as atrações principais já estão confirmadas. Vão de Radiohead e Red Hot Chili Peppers a boas novidades como Bon Iver e Foster the People, sem falar na reunião de uma das bandas clássicas da surf music, o Beach Boys.

Finalmente, se voce é ligado neste tipo de evento, já deve ter ouvido falar no Lollapalooza, cuja primeira edição brasileira acontece em abril em São Paulo, com shows de Foo Fighters e Arctic Monkeys, entre outros. Pois a edição americana é simplesmente o festival mais antigo em atividade do país e existe desde o início da década de 90. Já foi itinerante e, a partir de 2005, passou a acontecer em Chcago no mês de agosto, fixando residencia no Grant Park, bem no centro da cidade. E esse é seu charme principal. Ao contrário de outros eventos, que ocupam os arredores de pequenas cidades, o Lolla permite que a população da cidade vá curtir os shows e voltar para casa ao final do dia, descansar e começar tudo de novo no dia seguinte. Para os turistas, mais uma vantagem: como os shows acabam cedo (10 da noite), é possível ir ao Festival, se jogar, sair, almoçar em algum restaurante bacana da cidade, voltar, acompanhar mais alguns shows e ir para o hotel em um horário decente, para descansar. Ou ainda curtir a noite na bela capital do estado de Illinois. A dica é ficar em um hotel na Magnificent Mile – uma espécie de Quinta Avenida da cidade, com lojas das marcas mais badaladas do mundo – ir a pé ao Grant Park e, na volta, dar uma passada no Chicago Navy Pier para curtir a vista privilegiada do Lago Michigan e seus restaurantes.

Na Europa ou nos Estados Unidos, a cultura dos grandes festivais de verão já está impregnada e é uma excelente opção para quem quer aliar férias com boa música. Ninguém sai perdendo nesta história. Muito pelo contrário, o turista musical só tem a ganhar: conhece lugares diferentes, ouve alguns dos maiores artistas do mundo e ainda volta cheio de histórias para contar. Vamos experimentar?

SITES OFICIAIS

FIB Heineken: www.fiberfib.com
Les Eurockennes de Belfort: www.eurockennes.fr
Bonnaroo: www.bonnaroo.com
Lollapalooza: www.lollapalooza.com

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Dr John e Dan Auerbach

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Troquei o show dos Strokes no ano passado no
Bonnaroo pela
jam destes dois. Melhor troca da minha
vida. Ah sim, esta música aí embaixo é produzida pelo
Auerbach.

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