Há uns dois anos, quando viajei para New York, um amigo me disse que eu não podia perder Rock of Ages, um musical que estava em cartaz na Broadway. Me descreveu como “o Grease do rock farofa”. E me contou um caso de um outro conhecido que ficou 7 dias por lá e viu o musical 6 vezes. Um exagerado, claro.
Só que eu segui a dica e fui ver o tal musical. Não me lembro de ter me divertido tanto em um teatro ou em qualquer coisa similar a isto. A ideia de fazer um musical com todas aquelas canções, que um dia foram bacanas, depois viraram bregas e, quem diria, estão atingindo a categoria de hipster, foi genial. A história era uma bobagem. O que importava era a atmosfera, a utilização das canções e o escracho.
Felizmente, este espírito foi mantido na versão cinematográfica do musical, que entrou em cartaz na última sexta, no Brasil. Se não por nada mais, vale a pena ir até o cinema para ver a performance de Tom Cruise, que é uma síntese de todo o conceito “Rock of Ages”: exagerada, caricata, escrachada e sem medo do ridículo. Cruise parece ter entendido direitinho o espírito da coisa e encarnou o rockstar Stacee Jaxx de uma forma que muitos duvidariam. E é assim que este filme deve ser assistido: sem pretensões e com um sorriso sarcástico no canto do rosto. Ok, alguns momentos são vergonha alheia pura, mas todo o rock farofa dos anos 80 é vergonha alheia, não acham? (polêmica)
E assim sobram, além de Cruise, as ótimas (e caricatas. e sarcásticas) performances de Alec Baldwin, Paul Giamatti e até mesmo o insuportável Russell Brand, fazendo o mesmo papel Russell Brand de sempre. O par central não se destaca nem compromete e as participações de Catherine Zeta Jones e Mary J Blige beiram o inacreditável.
Portanto, fica a dica: se você pretende ver “Rock of Ages”, é melhor nem tentar analisar nada. Vá com espírito de diversão, esqueça a história, não tenha medo de reconhecer uma ou outra músicas, nem de cantá-las na sala do cinema. E leve uma lanterninha para acender durante as baladas mais melosas, já que isqueiro em sala de cinema é proibido….
O título é auto-explicativo. Um maluco juntou, em um playlist no Youtube, 100 filmes brasileiros completos. Tudo pra ver de graça. Tem coisas recentes, antigas, e até pérolas como esse aqui:
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ATENÇÃO: PODE TER SPOILERS!
Expectativa é foda! Eu achava que o terceiro filme desta trilogia do Batman fosse ser o melhor dos três e, de quebra, o melhor filme blockbuster da temporada. Não é nem uma coisa nem outra. Ficou aquém do que eu esperava, mas também não é um filme ruim.
Difícil mesmo seria Christopher Nolan superar o segundo filme. À parte o Coringa inesquecível de Heath Ledger, é o filme mais bem acabado, construído e amarrado, apesar de algumas pontas soltas que vão ser amarradas só neste terceiro filme.
De positivo, o fato de que o filme encerra bem a trilogia. Uma boa história, um vilão assombroso (Tom Hardy, de longe o melhor do elenco – e olha que tem Michael Caine, Gary Oldman, Morgan Freeman….), lindas mulheres (Marion Coitilliard <3, Anne Hathaway <3 <3 <3) e o tom sombrio de sempre. Também algumas ótimas cenas de ação, com destaque para o duelo entre Bane e Batman, que termina com……. ah, melhor não contar pra não estragar sua surpresa.
Nunca gostei de Christian Bale como Batman, com contrário do restante da humanidade. Bale é inexpressivo e o tempo todo parece um ator se esforçando em compor o personagem. Em momento algum ele deixa de ser o Bale-tentando para se tornar Bruce Wayne/Batman. Contracenando com Michael Caine então, vira sacanagem.
De negativo, alguns detalhes. Mas principalmente o final. Lembram dos desenhos do Scooby Doo, quando o mistério era resolvido nos minutos finais, em uma grande conferência dos personagens, com presença dos vilões? Pois então, o final deste Batman ficou parecendo Scooby Doo. Com a desvantagem (para o Batman) que os mistérios do Scooby sempre foram muito bem explicados e amarrados no timing certo. Neste Batman, a impressão é que chegaram ao final da montagem e foram enfiando as resoluções. Um claro problema de ritmo e montagem.
Mas de qualquer forma, deixando as scoobydoozices de lado, a filosofia de todo o universo batmaniano, a direção precisa de Christopher Nolan e…..bem…..Anne Hathaway vestida de Mulher-Gato, valem o filme.
Nem vou colocar o trailer aqui. Melhor ficar com as fotos.
Ok, essa segunda não é do filme, mas né….
ATENÇÃO! MEGA SPOILER!
Se você não quer saber o que acontece no filme, não leia este post. Alguém que tem um amigo que trabalha na Warner comentou em um post do Omelete e eu reproduzo aqui. Não me responsabilizo pela veracidade dos fatos também. Mas parecem verdadeiros!
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Os criminosos são contra a LS e formam uma aliança instável e desajeitada com Batman mais tarde.
O Espantalho está preso, contudo o mesmo sabe como sair da cidade e ele seqüestra Tália e a submete a um julgamento, contudo, alguns membros da LS aparecem para resgatá-la e Bane mata o Espantalho.
A Mulher Gato é uma ladra, e como acompanhante ela conhece Bruce Wayne, ela descobre seu segredo e decide “substituir” o Batman na luta contra a Liga das Sombras no filme, só que ela MATA seus inimigos, ao contrário doBatman. Mais tarde ela se une ao Batman quando do retorno desse e passa a admirar o homem-morcego e a sua ideologia.
Vai acontecer apenas uma recapitulação do que foi filmado com Liam Neeson, pois o personagem dele está morto. Ele não irá “ressurgir” no filme em hipótese alguma.
Ao contrário do que muitos pensam Pence não irá atuar como um jovem Ras e sim como um oficial do governo. Ele é basicamente o cara que implanta Nixon em Gotham e ele é a pessoa que está consciente de que a união de Bane/Talia é uma enorme conspiração para acabar de vez com Gotham. Ele consegue derrubar os corrompidos membros da casa branca e começa a evacuar os cidadãos de Gotham que seguem caminhos separados após imigrar para diferentes cidades da América e do mundo e, no final do filme, a Wayne Enterprises é que será uma das empresas responsáveis pela reconstrução da cidade.
No final o Batman resolve voltar à ativa e para retomar a cidade, organiza um exército composto por policiais (liderados pelo personagem de Joseph Gordon-Levitt) e parte pra luta contra o Bane. O vilão, por sua vez, tem um sério problema, como ele não sente dor, nada o contém, ele poderia estar com todos os ossos do seu corpo quebrados que ainda assim estaria se sentindo bem, mesmo que seu corpo estivesse morrendo, e é isso que acontece no filme, Bane morre de tanto apanhar na luta final com o Batman, simplesmente porque se recusa a parar de lutar, mesmo estando derrotado. Prestem bem atenção, Bane será literalmente “ESPANCADO” na luta final e “sem perdão”… Nesse mesmo momento a Mulher-Gato luta com Talia e também a derrota. Contudo, eles precisam sair da cidade e, como as pontes estão quebradas, a única forma de escapar é pela Batcaverna que foi construída em cima de um sub-solo rodoviário que possuí vários túneis de acesso para o mundo exterior. Mesmo derrotada, Talia se une a Batman e a Mulher-Gato nessa “saída final”.
Entretanto, ainda ficou para resolver a questão relacionada à máquina nuclear chamada “Doomsday” e Batmanacaba não acompanhando Tália e a Mulher-Gato nessa saída pela Batcaverna. Ele retorna e como a bomba está programada para explodir, ele tenta salvar Gotham utilizando o Batwing, mas ele não funciona, pois a bomba desliga automaticamente todos os aparelhos eletrônicos em Gotham. Na minha opinião a bomba não deve chegar a explodir, pois caso contrário toda a cidade iria pelos ares, sendo assim não haveria a hipótese de sua reconstrução no final do filme.
Existem 02 finais previstos, em um deles o Bruce Wayne morre, mas o legado do Batman irá continuar através de um substituto e, na outra filmagem, Bruce Wayne se aposenta, treinando um substituto que provavelmente será o personagem do ator Joseph Gordon-Levitt.
Donald “Duck” Dunn se foi. Poderia homenageá-lo colocando um clipe do Booker T & the MG’s, mas achei melhor colocar este trecho do clássico The Blues Brothers, que por si só já é uma homenagem a Dunn e todos os músicos fantásticos que às vezes passam suas vidas escondidos por trás dos grandes astros da música.