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Global Festival

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No último sábado, ainda em New York, fui ao tal Global Festival, no Central Park. Um evento beneficente, voltado para várias causas relacionadas à máxima “fazer um mundo melhor”. O fim da fome no mundo e a erradicação da pólio estavam entre elas. O evento, uma espécie de “Criança Esperança do Primeiro Mundo”, contou simplesmente com shows de K’Naan, Band of Horses, Black Keys, Foo Fighters e Neil Young & Crazy Horse. Só isso. É bem provável que você tenha assistido a um trecho, pelo menos, já que ele foi transmitido ao vivo pelo Multishow. Mas vamos a algumas impressões de quem estava lá.

Em primeiro lugar, a organização. O Global Festival não foi um evento organizado com um ano de antecedência, como os festivais que rolam costumeiramente lá pelas bandas do Norte. Apenas foi anunciado alguns meses antes, aproveitando a data em que os principais lideres do mundo estariam en New York para a Assembléia Geral da ONU e as atenções do mundo voltadas para o que acontecia na cidade. Nem por isso a organização foi mequetrefe. Tudo funcionou às mil maravilhas: estrutura de alimentação, entrada, saída, banheiros, segurança. Uma expertise em produção invejável, de deixar até mesmo produtores acostumados a isto com o queixo caído. Claro que houve filas no banheiro. Claro que houve filas nas barracas de alimentação, mas nada fora do normal para um evento com 60 mil pessoas.

E aí, o grande ponto fraco do Global Festival: o som. Não sei ao certo se por algum tipo de limitação do local, mas o fato é que o som esteve o tempo todo muito baixo e, pelo menos nos shows de Black Keys e Foo Fighters, embolado. Para quem gosta de reclamar de som no Brasil, principalmente da acústica de nossas casas de shows, saibam que lá fora eles também cometem este tipo de erro.

Por fim, os shows. Não consegui chegar a tempo de ver K’naan e apenas ouvi o Band of Horses de fora do parque (o que ouvi, me agradou). Consegui chegar apenas na hora em que o Black Keys entrava no palco. E se o som, não ajudou, pelo menos a banda não desapontou. Fazendo um set curto, mas incluindo nele pérolas como “Little Black Submarines”, Dan Auerbach e Pat Carney tocaram como se estivessem dando um recado ao público: “Somos quase uma banda de arena, gente! Falta muito pouco!” Periga roubarem o show no Lollapalooza 2013, no Brasil.

Na sequência, Foo Fighters. Dave Grohl e sua turma estavam fazendo o último show da longa turnê de divulgação do ótimo “Wasting Light” e, dado o adiantado da hora, foram obrigados a encurtar o set, e por isso perderam na comparação com os demais, principalmente com o show que fizeram no Lolla Brasil deste ano. Mas um show do Foo Fighters, ainda assim, é garantia de bons momentos. Foram de “Times Like These” a “Everlong”, passando por “My Hero”, “Arlandria” (gosto cada vez mais desta aí), “Best Of You” e “Walk”. Não dá pra dizer que foi um show ruim, mas ficou um gosto de que poderia ter sido melhor.

No meio do show, Dave Grohl disse que poderia ficar tocando ali por horas, mas que preferia ver Neil Young tocar. Eu também, Dave. Até porque não é todo dia que se tem o privilégio de ver ao vivo uma das lendas do rock, acompanhado de uma das mais sensacionais bandas de apoio da história. E se você leu o texto que eu fiz sobre o show de Jack White aí embaixo, classificando-o como “torto”, saiba que foi Neil Young quem inventou o conceito. Nada num show de Neil Young & Crazy Horse é convencional e dentro de algum padrão, a começar pela longa duração das canções, até os longos improvisos em que eles parecem sair de qualquer plano terrestre. Difícil destacar alguma canção num show que teve “Love and Only Love”, “Powderfinger” e “The Needle and the Damage Done”, mas a épica “Walk Like a Giant” e seus quase 17 minutos acabou sendo o ponto alto da apresentação, como uma forma de mostrar ao público o que vai ser seu próximo disco, “Psychdelic Pill”. O encerramento não poderia ser de outra forma: “Rockin In The Free World” com Dan Auerbach e Dave Grohl reforçando o time de guitarristas. A brincadeira, ao final do show, era tentar lembrar quem havia tocado antes de Neil Young, tamanho foi o impacto da apresentação. Avassalador talvez seja o adjetivo mais singelo para descrever.

e um videozinho que eu fiz de “Lonely Boy”, do Black Keys:

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Saturday Night Live

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Que encontros! Mick Jagger + Arcade Fire + Foo Fighters + Jeff Beck! No Saturday Night Live do último sábado! Que versão de “it’s Only Rock N Roll!” Jagger monstro!

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Lolla Brasil

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Sim, por lá estive, acabei de voltar e ainda estou meio zureta. Muita coisa pra contar. Preciso colocar as idéias em ordem antes. Prometo voltar aqui entre hoje e amanhã pra detalhar tudo. Por enquanto vai vendo aí, vai:

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Foo Fighters ontem no Chile

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Fudeu. Fui assistir a um trecho do show do Foo Fighters ontem no Chile e agora não dá mais pra pensar em outra coisa. E o setlist? Querem sentir o drama?

All My Life
Rope
The Pretender
My Hero
Learn to Fly
White Limo
Arlandria
Breakout
Cold Day in the Sun
Long Road to Ruin
Stacked Actors
(Feel Good Hit of the Summer snippet during song)
Walk
Monkey Wrench
Let It Die
These Days
This is a Call
In the Flesh?
(Pink Floyd cover)
Best of You

Encore:

Wheels
(Dave solo acoustic)
Times Like These
(Started acoustic then full band joins in)
Young Man Blues
(Mose Allison cover)
Bad Reputation
(Joan Jett cover) (with Joan Jett)
Everlong

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Lollapalooza: tá chegando

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Tá chegando a hora de conferirmos a edição brasileira do Lollapalooza. No feriadão de Semana Santa, em São Paulo, lá estaremos para conferir Foo Fighters, Joan Jett, TV On The Radio, Foster the People e muitos outros.

E conferiremos também o Arctic Monkeys, que aqui comparece com “R U Mine?” gravada ao vivo no México.

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