Só hoje fui assistir ao documentário vencedor do Oscar, “Searching for Sugar Man”. E recomendo. Principalmente para quem se interessa por estas histórias de astros que sumiram no tempo.
O filme conta a história de Sixto Rodriguez, ou simplesmente Rodriguez, um cantor/compositor que gravou dois obscuros discos na virada da década de 60 para 70 e caiu no ostracismo com o fracasso. Menos na África do Sul, onde ele virou mito, “maior que Elvis”, como compara em determinado momento um jornalista.
Daí a necessidade de uma investigação para descobrir o que aconteceu com ele. Falar mais do que isso seria estragar a surpresa de quem ainda não assistiu.
Gostaria de comentar muitos aspectos do filme aqui e até mesmo discutir outros que não me pareceram muito claros, mas seria um spoiler de todo tamanho. Prefiro que vocês assistam e depois a gente conversa sobre eles nos comentários. Pode ser?
Mas eu posso indicar os dois discos de Rodriguez, que estão no Rdio, não posso? Não vai mudar em nada.
Sobre o Oscar, eu escrevo depois. Ou não.
Mas por enquanto, o melhor momento da cerimônia de ontem, que na real aconteceu antes, no tapete vermelho.
Sasha Baron Cohen vestido de “O Ditador”, seu próximo filme, jogando as “cinzas de Kim Jong Il no tuxedo de Ryan Seacrest, o apersentador do E!.
Ryan, na minha modesta opinião, o melhor apresentador de tv norte-americano (quem acompanha American Idol, sabe disso) esteve a um cabelímetro de perder a compostura. Mas levou na esportiva e na elegância.
Confiram.
Hoje à noite acontece mais uma cerimônia do Oscar e todos nós estaremos lá ligados para saber qual estilista vestiu a Rooney Mara e quantas rugas o Brad Pitt acumulou a mais, desde o ano passado.
Sou da turma que acha que arte não é competição, então o Oscar não pode premiar o melhor filme do ano, porque isso não existe. Existe o Melhor Filme para os votantes da academia, que se você abrir a Folha de São Paulo de hoje e ler a matéria da Fernanda Ezabella, vai entender muito bem como funciona. Afinal, Erik Estrada e Jet Li são votantes. Woody Allen e George Lucas não.
Então, este grupo seleto e estranho de votantes vai eleger seu Melhor Filme. Não será o meu, não será o seu. Ms pode até ser. O certo é que será o filme mais conveniente para este momento da indústria cinematográfica de Hollywood.
Não sou votante da Academia, mas na minha preferência particular, a ordem é esta:
1. A Invenção de Hugo Cabret
2. O Artista
3. Meia-noite em Paris
4. O Homem Que Mudou o Jogo
5. Os Descendentes
6. Tão Forte e Tão Perto
7. A Árvore da Vida
8. Cavalo de Guerra
9. Histórias Cruzadas
Bati um papo com o Kelson Douglas, do site Altamente Ácido, sobre Oscar. Falamos principalmente sobre os injustiçados de hoje e de sempre do maior prêmio de Hollywood.
Altamente Ácido conversa com Rodrigo James by Altamente Ácido