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Joe Strummer

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Joe Strummer, aquele mesmo do The Clash, faria 60 anos hoje. Fiquei surpreso com a idade. Na minha cabeça ele seria mais velho. Anyway, é um belo dia para ouvir The Clash. E para ler a sensacional matéria com ele na última edição da revista Uncut. E aí fui procurar e achei este especial da tv francesa, com um show deles em 1980.

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Tom Petty & the Heartbreakers em Paris

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Na empolgação por finalmente estar assistindo a um de seus artistas prediletos ao vivo, você pode até deixar um detalhe passar batido: o local do show. Já reparou como o local e, principalmente, as condições dele, são fundamentais para que uma apresentação musical funcione? Pode parecer meio óbvio, mas muitas vezes o fã não consegue ou não quer enxergar isso e prefere enaltecer tudo o que aconteceu ali, mesmo que o próprio artista ache ruim.

Pois então, pegue todas as condições favoráveis e junte num só espectáculo. Talvez chegue perto do que foi o show do Tom Petty & the Heartbreakers no Grand Rex, em Paris, no último dia 27 de junho. O local era mais do que apropriado: um antigo teatro, que também funciona como cinema, art deco, para aproximadamente cinco mil pessoas. O som também foi dos melhores já vistos por mim em uma apresentação musical. Nada de microfonias, instrumentos embolados e dificuldade para se entender algo. Tudo era audível nos quatro cantos do local. E então, a banda…

Tom Petty & the Heartbreakers é uma instituição. Você se lembra que eu os vi ao vivo há dois anos, em Atlanta. Naquela ocasião, eles estavam promovendo seu mais recente disco de estúdio, “Mojo”, o disco de blues. Agora, passada esta fase, a banda resolveu montar uma espécie de best of para esta turnê europeia. De “Mojo”, sobraram “I Should Have Known It” e “Good Enough”, a melhor música do disco, que acaba sendo o cartão de visitas no show para Mike Campbell, o guitar hero dos Heartbreakers, soltar o primeiro de seus muitos solos na noite.

E tome surpresa atrás de surpresa. A inclusão de “Handle With Care”, do repertório dos Traveling Wilburys, pode parecer óbvia, mas os Heartbreakers não costumam tocá-la. Por isso ela surge numa versão bem especial, com direito ao vocal de Scott Thurston, emulando o inesquecível Roy Orbison. A outra surpresa da noite é “It’s Good to Be King”, música de “Wallflowers”, que se transforma no grande momento do show, com um instrumental magnífico, e um duelo entre Petty e Campbell nas guitarras de tirar o fôlego.

Quer classicos? “Mary Jane’s Last Dance”, “Refugee”, “Learning to Fly” (na bela versão acústica), “I Won’t Back Down”, “Free Falling” e, claro, o já traditional encerramento com “American Girl”. Se na primeira metade do show, eu era o fã embasbacado por estar ali bem perto da banda, na segunda metade passei a ser o observador. Pescar os olhares, as deixas de um músico para outro e entender como funciona a dinâmica de uma instituição como os Heartbreakers não tem preço. As cinco mil pessoas que estiveram no Grand Rex devem concordar comigo.

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Bora pra Europa?

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Na terça-feira embarco para mais um giro europeu. E descontando a primeira vez em que estive no Velho Continente, em uma daquelas excursões “30 países em 10 dias”, acho que estas serão as minhas férias mais curtas e longas ao mesmo tempo. Curtas porque serão apenas 23 dias. E longas, porque devo passar por umas 7 cidades, aproximadamente. Com margem de erro de duas cidades para mais ou para menos.

Em 2008, quando estive por lá pela última vez, o trabalho se misturou com as férias. Fomos cobrir os festivais de Benicassim, Eurockeennes e Roskilde para o Alto-falante, sem falar nos dez dias em Londres, que geraram um especial bem bacana e ainda a oportunidade de conhecer de perto figuras bacanas, como Allan Jones, editor lendário da revista Uncut, e visitar pelo menos um lugar mais lendário ainda: os estúdios de Abbey Road. O resultado é este especial aqui:

 

 

 

 

Agora, nada de Londres. Melhor passar longe da capital olímpica deste ano. A primeira parada será em Portugal, mais especificamente na cidade do Porto, para este festival:

Um festival menos (25 mil pessoas/dia) e um grande  reencontro com vários amigos (Wilco, Flaming Lips, Spiritualized, Rufus Wainwright), além da oportunidade perfeita para fazer vários outros (Suede, Beach House, War on Drugs, Afghan Whigs, Jeff Mangun). Isso fora a beleza do Porto e o local onde o festival vai acontecer: o Parque da Cidade.

Depois de cinco dias no Porto, parto para mais alguns pelo interior de Portugal até chegar a Lisboa. terei pouco tempo por lá, mas o suficiente para encontrar amigos, conhecer outros….o de sempre.

Na sequência, Madrid. E a crise européia. Vou me encontrar com os 25% de desempregados da Espanha e um norte-americano velho conhecido deste blog, que se apresentará no santuário Santiago Bernabeu, popularmente conhecido como “a casa do Real Madrid”:

 

De Madrid, vou para Barcelona. E em meio a muito vinho, champagne, passeios pela cidade e pela praia, vou ver esta banda aqui:

 

Neste lugar aqui:

E aí, a última parada da viagem: a sempre deliciosa Paris, que com amigos espalhados por toda a cidade, fica bem mais agradável. E encerro minha turnê européia no Gran Rex, vendo estes velhos conhecidos aqui:

 

É ou não é uma volta à Europa em grande estilo? Fique ligado por aqui porque pretendo colocar updates, sempre que possível. Não sou do tipo que corre para casa para escrever, mas o afã do momento pode fazer com que eu mude de idéia.

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Lou

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E como esquecer do aniversariante do dia – Lou Reed?

Procurando videos sobre ele, dei de cara com este incrível de uma performance em Paris em 74. É como eu digo: se não está no Youtube, é porque não existe.

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Bob Dylan ao vivo: o que esperar?

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E então os ingressos para Bob Dylan em BH se esgotaram em menos de 24 horas. Bom e ruim. Bom porque mostrou que esse tipo de show tem muito público por aqui (estava bem barato, é verdade), mas ruim porque muita gente ficou de fora. Já ouvi papo de show extra, mas nada confirmado ainda.

Mas o outro fator ruim é que eu tenho certeza que a maioria das pessoas não sabe o que vai encontrar por lá. Estão indo para ver o mito de perto. Ok, é válido, mas e o show? Para vocês irem se orientando, vai aí um video de “All Along the Watchtower”‘ ao vivo em Paris no ano passado. Vejam bem, é uma das músicas mais conhecidas do cara. Olhem o que virou.

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